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Wednesday, 2 December 2009

Cliques pagos para quem precisa

Zero Dollar, de Cildo Meireles"Zero Dollar" de Cildo Meireles 1978/1984.

O (não consigo usar "a") Google limitará acesso gratuito a cinco notícias por dia (por pressão de algumas empresas jornalítiscas meio super hiper desesperadas).

Corram para clicar e saber mais. Enquanto ainda é gratuito.

Brincadeirinha...

Mas agora sério. Quem vai pagar pelo sexto clique? O usuário? Duvido. Alguns gatos pingados talvez. E o acesso a esses jornais? Cairá exponencialmente.

Me espanta um pouco a falta de (ante)visão e de noção da realidade. A TV e a indústria fonográfica já passaram por isso. Vão dar o mesmíssimo tiro no pé?!

Bem, quem avisa amigo é. ;-)

Cliques pagos para quem precisa. Cliques pagos para quem precisa de cliques pagos.

Dos quais nós certamente não precisamos. A conta que não está fechando não deve ser paga pelo usuário. Quem vai pagar por isso? Se resposta ainda não há, o campo de pesquisa é vasto, bem como é vasto um público disposto a colaborar, trocar, aprender, compartilhar.

A Internet é um território livre. Assim se estabeleceu, assim floresceu e assim seguirá.

Fonte: IG http://tiny.cc/u4cs2

Sunday, 22 November 2009

Internet for Peace Nobel 2010 Candidate


The internet has proven to be a powerful international force for peace. That’s the message of Internet for Peace, a campaign launched this week by Wired Italy to nominate the net for the Nobel Peace Prize in 2010.

Video transcription
We have finally realized that the internet is much more than a network of computers. It is an endless web of people. Men and women from every corner of the globe are connecting to one another, thanks to the biggest social interface ever known to humanity.

Digital culture has laid the foundations for a new kind of society. And this society is advancing dialogue, debate and consensus through communication. Because democracy has always flourished where there is openness, acceptance, discussion and participation. And contact with others has always been the most effective antidote against hatred and conflict.

That’s why the internet is a tool for peace. That’s why anyone who uses it can sow the seeds of nonviolence. And that’s why the next Nobel Peace Prize should go to the net. A Nobel for each and every one of us.

http://www.internetforpeace.org/manifesto.cfm

Thursday, 27 August 2009

Ainda sobre cuidar bem de @s

Twitter da Xuxa

Twitter da Xuxa, em 26/08/2009

Tuitadas sobre a Xuxa Algumas tuitadas sobre o episódio Xuxa x Twitter em 27/09/2009

Não acho nada demais uma criança cometer um erro de português e escrever "sena" em vez de "cena". Quem não erra?

Quando o erro se trata de um erro cometido pela filha de uma celebridade e publicada em uma ferramenta web 2.0 então, gera uma avalanche de piadas (algumas até engraçadas, outras nem tanto) e lamentáveis comentários agressivos.

Mas eis que a celebridade responde de maneira um tanto gauche, dizendo que "pra quem não sabe, minha filha foi alfabetizada em inglês", demonstrando despreparo em lidar com o público web 2.0.

Vivemos uma era de transição, em que novas ferramentas digitais servem de plataforma a uma nova forma de comunicação, onde o público não é mais passivo, mas co-autor dos acontecimentos.

Como lidar com isso?

De um lado, o público precisa a aprender a ser mais compreensivo e menos agressivo. Uma atitude é informar o erro e colaborar, participar; já debochar e humilhar não é sabidamente covarde e sem sentido? Do outro, as celebridades precisam abandonar um pouco as realidades muitas vezes paralelas em que vivem e praticar a boa e velha humildade. Não conheço a ferramenta? Peço ajuda a quem já a usa. E descobrir que a sua noção de realidade não é provavelmente a mesma da massa web 2.0 que a acompanha.

Vivemos em um país em que a taxa de analfabetismo ainda é relevante. Ser alfabetizado em uma outra língua pode ser uma escolha para quem é mais abastado, mas não o é para a maioria. Na minha opinião, sequer vantagem é. Adoro o português. Mas cada um tem uma opinião e todas são válidas, embora não devessem servir para se desdenhar de outras. "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é."

As relações estão mais horizontais. Esse episódio com certeza deve ter gerado estresse e desconforto para Xuxa Meneghel, a celebridade em questão, e sua filha Sasha, o que é desagradável e eu lamento. Mas não há como negar que este é um exemplo de como uma ferramenta digital que elimina os filtros entre o emissor e o receptor como o Twitter pode contribuir para a transparência.

Com certeza agora conhecemos melhor as celebridades em suas vidas cotidianas, assim como as celebridades podem conhecer melhor o seu público. A distância entre uns e outros tornou-se mínima. O que é bom. Afinal, somos muitos e aqui não se trata mais de reis e de seus súditos, mas de pessoas, muitas pessoas e temos todos muitos a contribuir.

Vamos em frente.

Friday, 13 March 2009

Você é o que você compartilha



Video about "We Think", a book by Charles Leadbeater, which explores the potential of the latest developments of the internet.

Transcrição do vídeo "We-Think" ("Nós pensamos"), sobre o livro de Charles Leadbeater, que explora o potencial das últimas inovações da internet. Aonde eu vi: no blog do Gil Giardelli.

Bem-vindo ao mundo "WE THINK" (nós pensamos)
A audiência está subindo ao palco...
A audiência está invadindo o palco
Graças à rede milhões de pessoas podem ter a SUA FALA
Informação está em qualquer lugar: websites, blogs, videos, wikis
... o que é bem confuso
Todo mundo está falando ao mesmo tempo
Mas idéias ganham vida quando são compartilhadas...
A web fica realmente criativa quando pessoas juntam suas idéias...
... e começam a ser realmente criativas
Pois novas idéias geralmente surgem através de conversas
... e a rede é uma massa de conversas
... É por isso que a web está criando INOVAÇÃO EM MASSA
O século XX = Produção em MASSA para consumo em MASSA
(fábricas, carros, TVs, geladeiras...)
O século XXI = Inovação em MASSA
Mais IDÉIAS sendo compartilhadas por mais pessoas, como nunca antes
Os primeiros sinais do que é possível são...
"Wikipedia" e "Linux", "Slashdot" e "oh my news", "Second Life" e "World of Warcraft"
Milhões de pessoas criando jogos, mundos, conhecimento, informação, software...
Velhas corporações têm o formato errado para isso
Elas se pareciam com isso:
Pirâmides
Inovação em massa vem de comunidades...
... que se paracem mais com isso:
É como construir um ninho de passarinho
... onde cada um deixa seu pedaço
E por que as pessoas são atraídas para essas comunidades?
Não para ficarem ricas...
Elas querem socializar e obter reconhecimento pelo trabalho que fazem
O lema da geração que está crescendo com a web é ...
NÓS PENSAMOS, PORTANTO NÓS SOMOS
Isso deve ser bom para
Democracia, pois mais pessoas terão voz
Igualdade, pois conhecimento pode ser libertado para ajudar pessoas que precisam, mas não podem pagar...
Liberdade, pois mais pessoas saberão como é ser criativo
Isso soa como utopia...
... e tem muito a ser trabalhado
Como protegemos o que é privado?
Estamos sempre seguros compartilhando?
E se a Wikipedia for um lixo?
Como nos sutentamos quando todo mundo está compartilhando livremente suas idéias...
No passado você era o que você TINHA
Agora você é o que você COMPARTILHA...
O que você pensa?
Deixe um comentário abaixo...
E descubra mais sobre "We Think", visite
www.charlesleadbeater.net

Saturday, 7 February 2009

Grupo do Facebook consegue mudar uma campanha publicitária na Itália

A linda praia de Ipanema aqui no good news, de Isabella LychowskiPraia de Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil
For English version, please see below

A internet está possibilitando que a inteligência coletiva (nós) tenhamos voz e força de ação. Antes essa inteligência já existia, mas não tinha onde e como agir. Graças à ação conjunta da inteligência coletiva via web, uma ação isolada de uma grife badalada de roupas, que não levou o bom senso em consideração ou buscou simplesmente chocar para chamar a atenção, teve que voltar atrás e rever a sua campanha, e trocar em alguns outdoors, não em todos (ainda!), uma imagem "nada a ver" publicada na Itália por outra mais "normalzinha".

Histórico da ação web 2.0

1 - A grife de roupas italiana Relish publica sua campanha primavera/verão 2009 em outdoors na Itália. A "cena" mostra duas mulheres sendo revistadas abusivamente por PMs na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, com o Morro Dois Irmãos ao fundo.

2 - A campanha vira notícia em um jornal na Itália.

3 - A campanha gera polêmica; muita gente a considera ofensiva contra as mulheres.

4 - Um grupo de protesto é criado pela italiana Lena Avolio no Facebook, pedindo que se retire a campanha das ruas de Napóles, na Itália. O grupo: "eliminare la pubblicità relish da napoli!!!"

5 - O grupo ganha visibilidade, se espalha pela web e cresce exponencialmente. Hoje está com 742 membros.

6 - O grupo é citado na mídia no Rio. O grupo continua crescendo e recebendo comentários de protesto.
7 - A Relish, pressionada, pede desculpas.

8 - A Relish retira alguns outdoors, não todos, e os substitui por outros, com outra imagem.

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Um manifestante escreve sobre o outdoor "tire suas mãos daí"*
Manifestante escreve protesto em outdoor da Relish em Nápoles
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A nova imagem substituída em alguns outdoors
Campanha da Relish substituída na Itália graças à ação de um grupo no Facebook e sua repercussão na mídia=====================================

*Observações:

O meu objetivo principal com esse post é mostrar na prática como funciona a inteligência coletiva. Parabéns ao grupo do Facebook! Acho fascinante como as recentes e constantes transformações da mídia permitem que nossas vozes sejam ouvidas e façam parte do processo criativo dos donos das empresas, mídias, governos. Simplesmente como deve ser. Todos devem ser ouvidos e considerados. Não entro no mérito da intenção da campanha da Relish, tampouco divulgo aqui com destaque a campanha inicial, porque para mim é óbvio que qualquer representação da violência apenas serve para reforçá-la.

O meu objetivo não é falar mal da Relish, eles têm uma concepção de beleza totalmente diferente da minha, isso é com eles; mas enaltecer e divulgar os ganhos da inteligência coletiva.

O grupo ainda não conseguiu sensibilizar a grife para substituir todos os outdoors, apenas alguns. Mas isso já é um grande ganho e apenas o começo. Vamos dar força ao grupo, participar, opinar e quem sabe mudar de vez o rumo dessa campanha.

PS - Ainda estou atrás das datas dos fatos enumerados, mas isso está um pouquinho difícil.

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The power of collective intelligence: a Facebook group contributes to positively affect reality
Milan-based clothing brand Relish has recently launched a campaign where Italian women attractively dressed appear on posters being arrested and sexually abused by men in uniform in Ipanema district, in Rio de Janeiro, Brazil. Posters can be seen in Naples, Bologna and Milan.

I believe Relish can do this "technically" speaking. It´s their conception of how better selling clothes and of beauty (?).

Do I agree with this or find it interesting, intriguing or beautiful? Not really. It shows scenes of violence against women. Disliking violence, this is obvious for me. At the same time I can understand that Relish can have a different point of view.
However, there´s something very surprising for me. At this point of the XXIth century, why on earth has not Relish taken into consideration their own customers´ opinion (and public in general)? A quick poll and Relish would have had the answer. No, we don´t like these posters. No, Italians are not happy to see them on the streets of Italy or wherever. We´d love otherwise to see women being respected and loved.

Times have changed and now, via the web, not only can people say what they think, but also our voices can be heard and effectively and positively affect reality. This is what we call the collective intelligence.

An Italian woman, Lena Avolio, has created a Facebook group called "Get rid of the Relish" (in Italian, eliminare la pubblicità relish da napoli!!!) demanding that Naples´ mayor has these posters taken down and puts some kind of regulation in place. The group has been very successful and so far (the 13th of February) 768 people has signed up.

After the creation of the group, Relish apologized, removed some posters but still defended the campaign on their website saying it was based on the film Thelma and Louise.

It´s very inspiring to see that we have means now to say no, we don´t think this is beautiful, please consider our opinion, the collective intelligence.

Sources:

Wednesday, 3 December 2008

Obama 2.0

Barack Obama on good news, by Isabella LychowskiWe can see the use of internet as a basis for processes and practice of democracy on Obama/Biden´s website (http://change.gov/newsroom/). So far 3,200 users have left their comments on one post of the "office of the President elect" blog. You can join this discussion.

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A Internet vem se fortalecendo como um meio democrático de compartilhamento de informações. Ao usar o seu site change.gov como fórum de debate com usuários de internet para discutir questões de interesse para o futuro dos americanos (e do mundo...), a equipe de Barack Obama dá um ótimo exemplo prático de cidadania colaborativa digital. Confira o blog em http://change.gov/newsroom/.

Um dos posts recebeu até agora cerca de 3.200 comentários.

Não é de agora que Obama aderiu ao espírito wiki da web 2.0. Essa história vem de longe. Saiba mais sobre Obama 2.0 no blog do Gil Giardelli.

Wednesday, 12 November 2008

A Internet em frases

Como melhor definir a Internet? Clique aqui para ver frases sobre a internet...

Ad infinitum
Vem que tem
Menos é mais
O que é meu também é seu
O fio de Ariadne
A caixa de Pandora
Só sei que nada sei
Todos as frases acima
Nenhuma das frases acima

Outras (sugestões são bem-vindas)

E você, tem alguma sugestão?

16/11/2008
I see good people (adorei essa sugestão indireta do Nando, agora precisamos traduzir, ou não, como diria Caetano)
Vale o escrito (hum, frase capciosa também vale?)

Tuesday, 11 November 2008

Até tu, Hemingway?!

Navegando por aí, encontrei o coppyblog, um blog bacaninha que dá dica igualmente bacaninhas para nós... blogueiros.

Blogueiros por princípio compartilham. Então vamos lá. O segredo, não espalhem, é sermos acima de tudo simples. A Internet segue a sábia a cartilha do menos é mais. Ah, o zen já nos ensinava isso.

O coppyblog compartilha 5 dicas de Ernest Hemingway de como escrever bem.
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Ernest Hemingway’s Top 5 Tips forWriting Well
by Brian Clark


Editado, porque a dica nº 4 é aquela que cai aqui no good news como uma luva. Tradução em breve.

1. Use short sentences.
Hemingway was famous for a terse minimalist style of writing that dispensed with flowery adjectives and got straight to the point. In short, Hemingway wrote with simple genius.

2. Use short first paragraphs.

3. Use vigorous English.

4. Be positive, not negative.
Since Hemingway was not necessarily the cheeriest guy in the world, what does he mean by be positive? Basically, you should say what something is rather than what it isn’t.
By stating what something isn’t can be counterproductive since it is still directing the mind, albeit in the opposite way. If I told you that dental work is painless for example, you’ll still focus on the word “pain” in “painless.”
• Instead of saying “inexpensive,” say “economical,”
• Instead of saying “this procedure is painless,” say “there’s little discomfort” or “it’s relatively comfortable,”
• And instead of saying “this software is error-free” or “foolproof,” say “this software is consistent” or “stable.”

5. Never have only 4 rules.
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E como não poderia deixar de ser, salve nosso Guimarães Rosa, que nonada já dizia:

"A infelicidade é questão de prefixo."

Monday, 20 October 2008

Towards OneWebDay 2009

One Web Day, initiative founded by Susan Crawford, logo published on good news blog by Isabella Lychowski

I am grateful to have had the opportunity to take part of the OneDayWeb Stories Contest. Thank you.

OneWebDay is a global initiative founded by Susan Crawford which main´s purpose is to focus attention on a key internet value (this year, online participation in democracy), focus attention on local internet concerns (connectivity, censorship, individual skills), and create a global constituency that cares about protecting and defending the internet. So, think of OneWebDay as an environmental movement for the Internet ecosystem. It’s a platform for people to educate and activate others about issues that are important for the Internet’s future.

How can you help the Web on OneWebDay?
1. If you’re a Web user, use a standards-compliant Web browser like Firefox or Opera. They’re free, faster, and more protective of your privacy. And because they conform to Web development standards, they make things easier for people who make Web sites. If you’re a Web developer, test your sites with the w3c’s Markup Validation Service.
2. Edit a Wikipedia article. Teach people what you know, and in so doing, help create free universal knowledge.
3. Learn about an Internet policy issue from the Center for Democracy and Technology, and teach five other people about it. There are real legal threats that could drastically change the way the Internet works. We should all be aware of them.
4. Take steps to ensure that your computer can’t be treated like a zombie. Computer viruses can steal your personal information. They can also cause major network outages on the Web, slowing things down and making sites inaccessible. Vint Cerf estimates that more than 150 million PCs have already been zombified, and are now awaiting their next order. To learn more about the threat of zombie computers, read this article.
5. Join an Internet rights advocacy group:
Become a member of the Electronic Frontier Foundation. The EFF has championed the public interest in every critical battle affecting digital rights, from privacy to free speech to Internet service.
Join the Internet Society. ISOC is dedicated to ensuring the open development, evolution and use of the Internet for the benefit of people throughout the world, particularly by establishing Internet infrastructure standards.
Support Creative Commons by donating and by using their licenses to copyright your work. If you’re outside the U.S., help support their counterpart, iCommons.
6. Help promote public Internet access. If you live in a city, there is likely an organization dedicated to providing free wireless access in public spaces.
7. Donate to the Wikimedia Foundation. The Wikimedia Foundation supports not only Wikipedia, but several other projects to create free knowledge: textbooks, news, learning tools, and more.
8. Donate a computer. You can donate a new $100 laptop to children in impoverished countries, or donate your used computer to Goodwill or a school.
9. Write your OneWebDay story. Talk about what the Internet means to you and why One WebDay matters at http://onewebday.org/stories*
10. If your city is hosting a OneWebDay event, show up on September 22 and participate.

* My contribution:
http://onewebday.org/stories/?page_id=357
http://onewebday.org/stories/?p=219

OWD, foi um prazer!

OneWebDay banner, One Web, One World, One Wish. Onewebday was founded by Susan Crawford, logo published on good news blog by Isabella LychowskiNavegando por aí, há alguns meses, fiquei sabendo da existência do OneWebDay, uma iniciativa sem fins lucrativos, criada por Susan Crawford, que busca fortalecer a Internet como um meio democrático de compartilhamento de informações.
Sobre o One Web Day, como tão bem o OWD se auto-define no seu website (no original em inglês):
OneWebDay is an Earth Day for the internet. The idea behind OneWebDay is to focus attention on a key internet value (this year, online participation in democracy), focus attention on local internet concerns (connectivity, censorship, individual skills), and create a global constituency that cares about protecting and defending the internet. So, think of OneWebDay as an environmental movement for the Internet ecosystem. It’s a platform for people to educate and activate others about issues that are important for the Internet’s future.
Me identifiquei com a proposta do OWD de cara e logo me vi com a mente "fervilhando" com algumas idéias que preferi que primeiro amadurecessem antes que as pudesse levar ao forno. Todo o processo foi bastante prazeroso. Contribuir de alguma maneira com o OWD Stories Contest me fez me sentir em "casa".
O verso do Gilberto Gil da canção Refazenda
"Amanhecerá tomate e anoitecerá mamão" esteve sempre presente, pairando, e é um boa definição de como tudo aconteceu, de como a Internet rola e, inevitavelmente, deu muitos panos para a manga. Opa, mais uma fruta!
tomate e mamão, no blog good news de Isabella Lychowski

E não é que os frutos realmente "amanheceram", ou despertaram ou amadureceram, cada um em seu tempo e na sua hora, e me trouxeram uma bela supresa? Fiquei bem classificada nesse "concurso de compartilhamento", que nos incentiva a debater nossas experiências e visões sobre o papel da Internet no mundo. Confesso que fiquei assim, hum, meio envergonhada e também feliz, é claro, mas é isso (não espalhem!). Foi um prazer.
Minha contribuição:

Sunday, 5 October 2008

Curtas sobre a crise (?)

>>>"Em 1985, a ´The Economist` perguntou a vários grupos sociais, inclusive economistas, o que seria da economia britânica em 1995. Dez anos depois, quem mais acertou as previsões foram os garis londrinos."

Fonte:
Coluna do Ancelmo Góis, O Globo, 06/10/2008, pg 37



>>>Em chinês a palavra "crise" é representada por um ideograma, que por sua vez é constituído de dois ideogramas: "momento de grande perigo" junto com "oportunidade".

Fonte:
http://chrysaliis.blogspot.com/2007/05/sabedoria-oriental.html

>>> Hora de usar o dinheiro que o Cildo Meireles premonitoriamente criou em 1978!?

>>>Em dezembro de 2008, Plutão entra em Capricórnio, anunciando tempos de mudança de comportamento da humanidade.

>>> "A crise pode mostrar às pessoas que consumir, consumir, consumir pode não ser uma maneira de viver. Em vez de ficarem chateados por causas da crise, aproveitem para se perguntar do que realmente precisam."
Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu, Caderno Razão Social, O Globo, 02/02/09

>>>"Muita gente vai perder dinheiro, mas quem realmente está encarando a ruína são bilionários e novos ricos que se aproveitaram das disparidades do crescimento nos últimos anos. A mídia estrangeira gosta de exagerar as coisas, mas a vida continua e todos aprenderemos algo. Especialmente a lição de que não precisamo de tanto consumismo, mas de uma sociedade em que a prosperidade se dê em termos de saúde e educação."
Eirikur Bergmann, cientista político islandês, O Globo, 19/10/2008, pág 39

>>>Pesquisa inédita mostra que 80 grandes empresas (no Brasil) com ações na Bolsa obtêm mais da metade do seu lucro com especulação financeira.
Fonte: O Globo, Capa, 19/10/2008

>>>Depoimento de Nicolas Sarkozy: - "É necessária a refundação global do capitalismo, baseada em valores que ponham as finanças a serviço dos negócios e dos cidadãos, e não vice-versa." Fonte: Coluna do Ancelmo, O Globo, 16/10/2008, pág 18

>>>"Já há quem preveja para a próxima década um planeta economicamente melhor, com os países classificados como ricos reduzindo sua participação para menos da metade do produto bruto mundial, enquanto os que estão emergindo (Brasil, inclusive) ocupariam a outra metade."
Fonte: Trecho da coluna de George Vidor, O Globo, 13/10/2008, pág 13

>>>Alguém disse a Madre Teresa de Calcutá, ao vê-la cuidando de leprosos: "Não faria isso por dinheiro nenhum no mundo", e ela teria respondido: "Nem eu"."
Donata Meirelles, Revista O Globo, 19/10/2008, pág 16
>>>"Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez."
Jean Cocteau
>>>"Se não fazes parte da solução, fazes parte do problema."
Atribuído a Eldrige Cleaver
>>>"Para que resulte o possível deve ser tentado o impossível."
Hermann Hesse
>>>"Tudo que pode ser revolvido com dinheiro, é barato."
Erich Maria Remarque, em "Arco do Triunfo".
>>> "Los grilletes de oro son mucho peores que los del hierro."
Mahatma Gandhi
>>> "Só quando a última árvore for colocada abaixo, só quando o último rio for envenenado, só quando o último peixe for capturado, só então vocês compreenderão que o dinheiro não presta para se comer e nem beber".
Profecia Cree
>>> "Vocês se perdem no meio de tanto medo de não conseguir dinheiro para comprar sem se vender?"
"Fátima", Capital Inicial

>>>

Autor: Eric Burke

>>>Sugestão de filme>>> "Happy-go-lucky", de Mike Leigh.

>>> Um conto zen anônimo:
- Eu sou um homem muito rico, tenho casa com piscinas.
- Tenho também porcos e galinhas.
- Mas eu, tenho piscinas dentro de casa.
- Eu também... tenho porcos e galinhas dentro de casa.


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Longas sobre a crise (?)

O vendedor de milho cozido (autor desconhecido)

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia milho cozido. Ele não tinha rádio, nem televisão e nem acesso a jornais, mas preparava e vendia bons milhos cozidos. Ele não se preocupava muito com a divulgação do seu negócio. Colocar cartazes pela estrada e oferecer o seu produto em voz alta era suficiente. O povo vinha e comprava.

As vendas iam aumentando e ele passou a comprar um milho de melhor qualidade. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender à grande demanda. O negócio prosperava. O seu milho cozido era o melhor de toda região!

Fez questão de investir tudo que ganhou nos estudos do seu filho. O menino cresceu e finalmente, economista formado, voltou para casa para visitar o pai. Quando percebeu que o pai continuava com a "vidinha de sempre", tratou de ter uma séria conversa com ele:
- Pai, você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê os jornais?
Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim, o Brasil vai quebrar.

Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou:
- Bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais, vê televisão, acha isto, então só pode estar com a razão.

Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de milho mais barato (e, portanto, de pior qualidade). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada. Abatido pela notícia da crise, já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas essas "providências", as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis. O negócio de milho cozido, que antes gerava recursos até para o filho estudar na melhor escola, quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho:
- Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- Bendita a hora em que fiz o meu filho estudar economia, ele me avisou da crise...

Moral da história:
Vivemos em um mundo contaminado por más notícias. E, se não tomarmos o devido cuidado, elas nos influenciarão a ponto de roubarem a nossa confiança, simplicidade e prosperidade.

Autor desconhecido

Wednesday, 23 July 2008

One Web Day

Publish a story about how the web has transformed your life or the lives of a community you belong to, or the city you live in or your country. The story needs to be factual but you have a choice to be businesslike, narrative or even poetic.

The stories can be reflections of how the web has transformed people’s lives, in the individual, political, economic, cultural and spiritual sphere.

Make it as readable as possible by including pictures (original photographs or permitted photos from the Web), may be even video and music.

Stories are to be chosen from among the entries invited globally. Each of the entries will be featured on the One Web Day, portal as the Story of the Day and ten out of the 100 entries will be chosen for interesting prizes along with a Certificate of Appreciation.

The best of the stories will be featured on the One Web Day, global initiative founded by Susan Crawford, on September 22 and will get the One Web Day Journal Award.

Histórias da Internet

A Internet de alguma maneira transformou a sua vida, a vida da sua comunidade, da sua cidade, ou do seu país? Então participe do concurso OneWebDay Stories.

A sua história deve ser real, mas não importa muito se é sobre negócios, algo mais pessoal ou até mesmo poético. O importante é compartilhar (no espírito wiki da Internet) o que você tem para contar sobre como a sua experiência online transformou as várias vertentes da sua vida, seja individualmente, politicamente, culturamente ou espiritualmente.

O concurso é uma iniciativa da OneWebDay, uma iniciativa global sem fins lucrativos, criada por Susan Crawford, e deve ser escrita em inglês. As melhores histórias serão publicadas no site http://onewebday.org/stories/.

Conheça o resultado do concurso!