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Saturday, 22 August 2009

LOL

Lighten up, guys! And don´t tell

your boss you don´t exist.

Satsang with Mooji, 11th Feb 2009, Tiruvannamalai (India)

Sources: You Tube & Twitter & Leandro

Saturday, 20 June 2009

Uma luz visível

An Invisible Light from MUZIEKTELEVISIE.NL on Vimeo.

"Ao erguer os olhos para o céu claro à noite, você pode compreender com a maior facilidade uma verdade que é ao mesmo tempo simples e extraordinariamente profunda. O que é que você vê lá em cima? A Lua, os planetas, as estrelas, a faixa luninosa da Via Láctea, quem sabe um cometa ou até mesmo a vizinha Galáxia de Andrômeda a 2 milhões de anos-luz. Sim, mas simplificando ainda mais, o que você vê? Objetos flutuando no espaço. Então, o que forma o universo? Objetos e espaço.

Se você não fica sem palavras ao voltar seus olhos para o céu numa noite clara, então não o está observando de verdade, não está consciente da totalidade do que há ali. Provavelmente, está focalizando apenas os objetos e talvez tentando nomeá-los. Caso alguma vez você tenha se maravilhado ao olhar para o espaço - e talvez até sentido um profundo respeito diante desse mistério incompreensível -, isso mostra que abandonou por um momento seu desejo de explicar e rotular e se tornou consciente não só dos objetos como da profundidade infinita do espaço em si mesmo. Deve ter permanecido silencioso o bastante em seu interior para notar a vastidão em que esses mundos incontáveis existem. O sentimento de admiração não decorre do fato de que há bilhões de mundos ali, mas da profundidade que contém todos eles.

Não conseguimos ver o espaço, é claro. Também não podemos ouvi-lo, tocá-lo, nem sentir seu gosto e seu cheiro. Então, como somos capazes de saber que ele existe? Essa pergunta aparentemente lógica contém um erro fundamental. A essência do espaço é a imaterialidade, portanto ele não "existe" no sentido convencional da palavra. Apenas as coisas - formas - existem. Até mesmo chamá-lo de espaço pode ser enganador porque, ao nomeá-lo, nós o transformamos num objeto.

Vamos considerar da seguinte maneira: existe algo dentro de nós que tem afinidade com o espaço, e é por isso que somos capazes de ter consciência dele. Consciência dele? Isso não é totalmente verdadeiro também porque, como podemos ter consciência do espaço se não existe nada lá de que possamos ter consciência?

A resposta é ao mesmo tempo simples e profunda. Quando estamos conscientes do espaço, não estamos de fato conscientes de nada, a não ser da consciência em si - do espaço interior da consciência. Por nosso intermédio, o universo vai se tornando consciente de si mesmo!

Quando o olho não econtra nada para ver, essa imaterialidade é entendida como espaço. Quando os ouvidos não encontram nada para escutar, essa imaterialidade é compreendida como silêncio. Quando os sentidos, que existem para perceber a forma, encontram a ausência da forma, a consciência sem forma que está por trás da percepção e torna possível toda percepção, toda experiência, não é mais obscurecida pela forma. Quando contemplamos as profundezas insondáveis do espaço ou escutamos o silêncio nas primeiras horas do dia logo após o nascer do Sol, alguma coisa dentro de nós faz eco a isso como um reconhecimento. Então sentimos a enorme profundidade do espaço como nossa e sabemos que esse precioso silêncio que não tem forma é mais essencialmente nós mesmos do que qualquer das coisas que formam o conteúdo da nossa vida.

Os Upanixades, os antigos textos sagrados da Índia, referem-se a essa mesma verdade com as seguintes palavras:

O que não pode ser visto pelos olhos, mas por meio do qual os olhos podem ver, é unicamente Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram. O que não pode ser escutado pelos ouvidos, mas por meio do qual os ouvidos são capazes de ouvir, é unicamente Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram... Aquilo que não pode ser compreendido pela mente, mas por meio da qual a mente consegue pensar, é conhecido unicamente como Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram."

Fonte:
Trecho de "Um novo mundo" de Eckhart Tolle, capítulo "No universo exterior assim como no universo interior", Editora Sextante, pág 191.

Esse trecho de Um novo mundo também está disponivel do Scribd


Monday, 25 May 2009

What is that? | O que é aquilo?

Um pequeno filme grego que dispensa comentários (mas serão sempre bem-vindos). Com legendas em português.

Duração/Length: 5:31 min ~ Ano/Year: 2007

What is that? Τι είναι αυτό

A short Greek film by Constantin Pilavous. Captions in English.

More about Constantin Pilavious

Born in Athens, Greece, in 1984. Went to high-school in Brockwood Park School were amongst other subjects also studied film-making. He completed his studies in Athens and now works as a director and producer in films and advertisements.

Filmography:

- The 14th tick (2001)

- The Monkey's Paw (2002)

- What's happening? (2003)

- Kony (2004)

- Dogma#150: Walking (2005)

- theseries.gr (2006 - 2007)

- What is that? (2007)

- Small Pleasures (2008)

Sources: Facebook (info about director), You Tube em português, em inglês.

Wednesday, 20 May 2009

Eu sou uma amadora



E ainda tem gente que diz por aí que a internet é "coisa de amador".

Gostou do vídeo caseiro?

Também acha que a web é de e para todos? Que dividir a web entre profissionais e amadores é retrô? Leiturinhas interessantes:

antonio, pedro, gil, sérgio e erica

Wednesday, 13 May 2009

The bare necessities of life

The bare necessities

Look for the bare necessities
The simple bare necessities
Forget about your worries and your strife
I mean the bare necessities
Old Mother Nature's recipes
That brings the bare necessities of life

Wherever I wander, wherever I roam
I couldn't be fonder of my big home
The bees are buzzin' in the tree
To make some honey just for me
When you look under the rocks and plants
And take a glance at the fancy ants
Then maybe try a few

The bare necessities of life will come to you
They'll come to you!

Look for the bare necessities
The simple bare necessities
Forget about your worries and your strife
I mean the bare necessities
That's why a bear can rest at ease
With just the bare necessities of life

Now when you pick a pawpaw
Or a prickly pear
And you prick a raw paw
Next time beware
Don't pick the prickly pear by the paw
When you pick a pear
Try to use the claw
But you don't need to use the claw
When you pick a pear of the big pawpaw
Have I given you a clue ?

The bare necessities of life will come to you
They'll come to you!

So just try and relax, yeah cool it
Fall apart in my backyard
'Cause let me tell you something little britches
If you act like that bee acts, uh uh
You're working too hard

And don't spend your time lookin' around
For something you want that can't be found
When you find out you can live without it
And go along not thinkin' about it
I'll tell you something true
The bare necessities of life will come to you

Lyrics from the Jungle Book, video from You Tube

Wednesday, 6 May 2009

Eu vou te dar alegria

That´s what friends are for

Alegria
Arnaldo Antunes

Eu vou te dar alegria

Eu vou parar de chorar

Eu vou raiar um novo dia

Eu vou sair do fundo do mar

Eu vou sair da beira do abismo

E dançar e cantar e dançar

A tristeza é uma forma de egoísmo

Eu vou te dar, eu vou te dar, eu vou...

Eu vou te dar alegria

Eu vou parar de chorar

Eu vou raiar um novo dia

Eu vou sair do fundo do mar

Vou sair da beira do abismo

E dançar e cantar e dançar

A tristeza é uma forma de egoísmo

Eu vou te dar, eu vou te dar, eu vou...

Hoje tem goiabada

Hoje tem marmelada

Hoje tem palhaçada

O circo chegou

Hoje tem batucada

Hoje tem gargalhada

Riso, risada de meu amor.

Vídeo: Chaney & Tiger playing 2003,10,16

Saturday, 2 May 2009

A primeira Coca-cola foi, me lembro bem agora, nas asas da Panair

RC dando uma sobrevoada de helicóptero pelo Rio de Janeiro usando um macacão amarelo (!) em 1967. A sequência de 6 minutos faz parte do filme "Roberto Carlos em ritmo de aventura", de Roberto Faria. Gostei!

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An amazing low level helicopter trip in Rio de Janeiro in 1967. This video is part of the film "Roberto Carlos em ritmo de aventura" directed by Roberto Farias. Enjoy.

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Vídeo no You Tube

More Rio by Air (2009)

Mais de O Rio Visto do Céu (2009)

Tuesday, 28 April 2009

So many times, it happens too fast

Coral formado por crianças de Nova Iorque, o PS22, manda o seu comovente recado com a música Eye of the Tiger, do Survivor.

São cerca de 70 meninos e meninas com cerca de dez anos liderados pelo professor Mr. B, ou Gregg Breinberg para os íntimos.

A idéia partiu de Jared, o solista do coral. Até hoje (28/04/2009) o vídeo dos meninos no You Tube, contabilizava cerca de 3 milhões de exibições.

Blog dos meninos: http://www.ps22chorus.blogspot.com/

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Eye of the Tiger

Risin' up, back on the street

Did my time, took my chances

Went the distance, now I'm back on my feet

Just a man and his will to survive

So many times, it happens too fast

You change your passion for glory

Don't lose your grip on the dreams of the past

You must fight just to keep them alive

Chorus:

It's the eye of the tiger, it's the cream of the fight

Risin' up to the challenge of our rival

And the last known survivor stalks his prey in the night

And he's watchin' us all in the eye of the tiger

Face to face, out in the heat

Hangin' tough, stayin' hungry

They stack the odds 'til we take to the street

For we kill with the skill to survive

chorus

Risin' up, straight to the top

Have the guts, got the glory

Went the distance, now I'm not gonna stop

Just a man and his will to survive chorus

The eye of the tiger (repeats out)...

Tuesday, 21 April 2009

Abelhas nunca são poucas

"Hoje eu vi uma abelha viver e isto me basta para o resto da vida."
Antonin Artaud, citado por Nise da Silveira, citada por mim, lido por você!

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To make a prairie

To make a prairie it takes a clover and one bee,
One clover, and a bee.
And revery.
The revery alone will do,
If bees are few.

Emily Dickinson, 1755

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Para fazer uma pradaria

Para fazer uma pradaria toma-se um trevo e uma abelha,
Um trevo, e uma abelha, e devaneio.
O devaneio sozinho serve
Se abelhas são poucas.

Emily Dickinson, tradução de Werneck

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Abelhas nunca são poucas. Formigas não me mordem em Charitas. Adoro Emily Dickinson. E eu acho que usar blind copy (cópia oculta, ok, baby, você tem razão) em email é uma covardia. Gosto de transparência. O que é, é. Tenho vivido muito agora. Isso é uma grande descoberta. Abissal. Chove e hoje é hoje. Uh! Me divirto com panos para manga pelo avesso. Eles estão sendo sugados para dentro da minha simplicidade. Sou. Somos.

Há três anos tive um sonho. Um pássaro preto voava embaixo de mim. Nas alturas dos céus, me forçava a voar mais alto. Quanto esforço! Eu era um pássaro branco assustado, mas corajoso. Os arquétipos se embaralharam e me trouxeram kalyug. O pássaro não é mais branco. O pássaro é colorido.

bella em progresso, 21 de abril de 2009

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"Então meu propósito é me sentar no meu escritório pelos próximos 30 anos até me aposentar ou ser posto para fora?

Você não está no seu escritório agora, portanto esse não é seu propósito. Quando você se senta lá e faz qualquer coisa que seja, esse é o seu propósito. Não para os próximos 30 anos, mas naquele momento."

Eckhart Tolle em "Um novo mundo", pg 227

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Abelha voando em slow motion

It´s a new dawn and I´m feeling good

Sunday, 29 March 2009

One year in 40 seconds



This is an intringuing and inspiring video by Eirik Solheim.

You can learn how the video was made and get links to download the HD-version and all the images on http://eirikso.com/. Images snapped at the same spot through one year, showing the seasons change. The audio is actual recordings from the same spot.

The images are from Oslo, Norway 2008.

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Um ano em 40 segundos

Saiba como esse interessante vídeo sobre passagem do tempo e impermanência foi criado por Eirik Solheim, que compartilha o passo-a-passo da sua edição em seu site http://eirikso.com/.

As "locações" são em Oslo, na Noruega.

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Arrow of time ~ Linha do tempo

El tiempo pasa aqui en good news tambien

See links about families photographing themselves through time:

Family Diego Goldberg, Argentina, since 1996 till 2008

Family Rubinstein, Argentina, from 1983 till 2008

Family Raj Nair, from 1966 till 2008

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Everything flows, nothing stands still.
Quoted by Plato in Cratylus, and by Diogenes Laertius in Lives of the Philosophers Book IX, section 8
Variant translations:Everything flows and nothing stays.Everything flows and nothing abides.Everything gives way and nothing stays fixed.Everything flows; nothing remains.All is flux, nothing is stationary.All is flux, nothing stays still.

Nothing endures but change.
From Lives of the Philosophers by Diogenes Laertius

You could not step twice into the same river; for other waters are ever flowing on to you. Heraclitus

Sunday, 22 March 2009

Search for meaning, Viktor Frankl




Moral da história: aprenda a voar e espere sempre o melhor das pessoas!

E quem disse isso?

Viktor Emil Frankl (1905-1997), psiquiatra e psicólogo austríaco, criou um método de tratamento psicológico que denominou logoterapia, uma das dissidências da psicanálise freudiana surgida em Viena e uma das muitas teorias sobre motivação básica do comportamento humano.
Frankl pertencia à corrente judaica socialista marxista, justamente a classe de judeus mais odiada por Hitler.

Passou por quatro campos de concentração entre 1942 e 1945.

Durante os anos de cativeiro Frankl teve a sustentá-lo seu grande interesse pelo comportamento humano e concluiu depois que esse interesse o havia salvo e que aqueles companheiros de prisão que tinham uma esperança e davam um significado a suas vidas predominavam entre os sobreviventes da selvageria e da fome a que todos haviam sido submetidos.

A liberdade do homem escolher seu próprio destino e o caminho a seguir, em qualquer circunstância deve ser respeitada. De acordo com a logoterapia (Logos definido como "significado"), o desejo de encontrar um significado para sua vida é a motivação fundamental no ser humano, uma fundamentação diferente do princípio do prazer proposto por Freud na psicanálise. Para Frankl, a principal preocupação do homem é estabelecer e perseguir um objetivo, e é esta busca que é capaz de dar sentido à sua vida, fazendo para ele valer a pena viver, e não a satisfação de seus instintos e o alívio de tensões como sustenta a psicanálise ortodoxa.

Frankl teorizou que o indivíduo pode encontrar um sentido para sua vida por três vias: (1) criando um trabalho ou realizando um feito notável, ou ao sentir-se responsável por terminar um trabalho que depende fundamentalmente de seus conhecimentos ou de sua ação, (2) experimentando um valor, algo novo, ou estabelecendo um novo relacionamento pessoal. Este é também o caso de uma pessoa que está consciente da responsabilidade que tem em relação a alguém que a ama e espera por ela"; e (3) pelo sofrimento, adotando uma atitude em relação a um sofrimento inevitável, se tem consciência de que a vida ainda espera muito de sua contribuição para com os demais. Nestes três casos, a resposta do indivíduo então deixa de ser a perda de tempo em conversas e meditação, e se torna a ação correta e a conduta moral objetiva.

Fontes: Cobra Pages e You Tube

Viktor Frankl esperando o melhor aqui no good news "There is nothing in the world, I venture to say, that would so effectively help one survive even the worst conditions as the knowledge that there is meaning in one´s life."

"Para ajudar alguém a sobreviver às piores condições possíveis, não há nada mais eficaz, eu arriscaria dizer, do que a consciência de que existe um sentido na vida para essa pessoa."

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Anonymous review of Viktor Frankl´s book "Man's Search for Meaning: An Introduction to Logotherapy", 1984, on Barnes & Noble website.

Both touching and helpful!
Posted July 16, 2004, 8:12 AM EST: This book was touching to the point that it was painful to read at times. Yet, the overall message of this book is wonderfully exhilarating. Whatever meaning you find in your life is your life. If that meaning gives you hope, you will have hope. If that meaning gives you despair, you will find despair. This is a fantastic piece of existential work! The whole idea in this book reminds me a bit of the concept of the self-system in Toru Sato's genuis book 'The Ever-Transcending Spirit'.

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A logoterapia de Viktor Frankl

Artigo de Anselmo Borges, Diário de Notícias, 29 de dezembro de 2007

Num tempo em que o mundo é atravessado por enormes perplexidades e as pessoas são assaltadas pela dúvida, pelo desânimo e até pelo niilismo, quereria, no décimo aniversário da sua morte, deixar uma homenagem a um homem que, na situação mais degradada e degradante dos campos de concentração nazis, mostrou como e porquê é possível manter a dignidade. Refiro-me a Viktor Frankl, fundador da chamada terceira corrente de psicoterapia de Viena: a logoterapia.
Ele próprio sintetizou o núcleo do seu pensamento: "O que é, na realidade, o Homem? É o ser que decide o que é. É o ser que inventou câmaras de gás, mas ao mesmo tempo é o ser que entrou nelas com passo firme, murmurando uma oração."

A logoterapia parte de uma concepção filosófica que tem o Homem enquanto pessoa como centro. O impulso primário da pessoa não é, como pensou Freud, a vontade de prazer, também não é a vontade de poder, como queria Adler, mas a vontade de sentido. Este sentido não se inventa, mas descobre-se: numa obra, num amor, numa tarefa a realizar. No fundo, cada um tem de perguntar: o que é que a vida quer de mim? "Em última instância, viver significa assumir a responsabilidade de encontrar a resposta correcta para os problemas que a vida coloca e cumprir as tarefas que ela continuamente aponta a cada pessoa."

O que distingue então Frankl de Freud e de Adler é que enquanto estes reduziam o Homem a um ser que procura a satisfação dos impulsos em ordem ao restabelecimento de um equilíbrio homeostático intrapsíquico, para Frankl, ele não é só um sistema psicológico. É preciso compreendê-lo na sua totalidade: corpórea, psíquica e espiritual. "A realidade humana refere-se sempre a algo para lá de si mesma. Está dirigida para algo que não é ela mesma. Os seres humanos procuram mais para lá de si mesmos: um sentido no mundo. Procuram encontrar um significado a realizar, uma causa a servir, uma pessoa a quem amar. E só assim os seres humanos se comportam como verdadeiramente humanos."

No indescritível sofrimento dos campos de concentração -- ele, que perdeu lá a mulher, o pai e a mãe, era o prisioneiro número 119 104 --, aprofundou a importância que têm as ideias para a forma de viver. Pôde constatar que, se eram as pessoas com vida interior e intelectual mais intensa que sofriam mais, também eram elas que tinham maior capacidade de resistir. Aí, percebeu que "quem tem algo por que viver é capaz de suportar qualquer como". Por isso, referia aos companheiros de desgraça "as muitas oportunidades existentes para dar um sentido à vida. Este infinito significado da vida compreende também o sofrimento e a agonia, as privações e a morte. Assegurei-lhes que nas horas difíceis havia sempre alguém que nos observava - um amigo, uma esposa, alguém que estivesse vivo ou morto ou um Deus - e que de certeza não queria que o decepcionássemos."

Frankl constatou que os prisioneiros que perdiam a fé e a esperança no futuro punham em risco a saúde e a própria sobrevivência. Mas também viu que há o que ninguém pode tirar ao Homem, mesmo num campo de concentração: "a última das liberdades humanas - a escolha da atitude pessoal perante um conjunto de circunstâncias - para decidir o seu próprio caminho." Mesmo "essa tríade trágica na qual se incluem a dor, a culpa e a morte, pode chegar a transformar-se em algo positivo, quando se enfrenta com a postura e a atitude correctas."

Quando as pessoas não encontram sentido, surgem as neuroses que chamou noógenas: não provêm de conflitos instintivos ou inconscientes, mas da falta de sentido e atingem o núcleo mais íntimo da pessoa. A logoterapia é precisamente terapia de encontro de sentido: ajuda cada um a descobrir o sentido pessoal da sua vida a realizar.

Na busca de sentido último, o Homem, inconscientemente, procura Deus - O Deus Inconsciente é o título de uma das suas obras.

No nosso tempo, já não é o sexo que é reprimido, mas o que é espiritual e religioso. Daí, a falta de sentido, de orientação, e, consequentemente, o tédio e o vazio.

Oração do Agradecimento



Oração do Agradecimento

Divaldo Franco e Amália Rodrigues

Agradecemos-te Senhor, pela glória de viver

pela honra de amar!

Muito obrigada Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás!

Muito obrigada pelo pão, pelo ar, pela paz!

Muito obrigada pela beleza que meus olhos vêem

No altar da natureza!

Olhos que fitam o céu, a terra e o mar.

que acompanham a ave fagueira que corre ligeira pelo céu de anil,

E se detém na terra verde salpicada de flores

em tonalidades mil!

Muito obrigada Senhor porque eu posso ver o meu amor!

Diante de minha visão, pelos cegos, formulo uma oração.

Eu sei que despois desta lida, na outra vida,

Eles também enxergarão!

Obrigada pelos meus ouvidos que me foram dados por Deus.

Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro,

A melodia do vento nos ramos do salgueiro,

As lágrimas que choram os olhos do mundo inteiro.

Diante da minha capacidade de ouvir, pelos surdos, eu te quero pedir;

Eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor,

também ouvirão

Senhor pela minha voz

Mas também pela voz que canta, que ensina, que alfabetiza;

que canta uma canção e teu nome profere com sentida emoção!

Diante da minha melodia quero te rogar pelos que sofrem

Pelos que sofrem de afasia, pelos que não cantam de noite

e não falam de dia.

Eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor,

Eles também cantarão!

Muito obrigada Senhor, pelas minhas mãos!

Mas também pelas mãos que oram, que semeiam, que agasalham.

Mãos de amor, mãos de caridade e solidariedade.

Mãos que apertam as mãos. Mãos de poesia,

de cirurgia, de sintonia, de sinfonia, de psicografias...

Mãos que que acalentam a velhice, a dor e o desamor!

Mãos que acolhem ao seio do corpo, um filho alheio, sem receio.

Pelos meus pés, que me levam a andar sem reclamar.

Muito obrigada Senhor, porque posso bailar!

Olho para a terra e vejo amputados,

marcados, desesperados, paralisados...

Eu posso andar! Oro por eles.

E eu sei que depois dessa expiação,

Na outra reencarnação, eles também bailarão.

Muito obrigada Senhor, pelo meu lar!

É tão maravilhoso ter um lar...

Não importa se este lar é uma mansão,

uma tapera, uma favela, um ninho, um bangalô,

ou seja lá o que for.

Importante é que dentro dele exista amor.

O amor de pai, de mãe, de marido e esposa,

de filho, de irmão...

de alguém que lhe estenda a mão,

mesmo que seja o amor de um cão,

pois é tão triste viver na solidão!


Mas se não tiver ninguém para amar, um teto pra me acolher,

Uma cama para me deitar…mesmo assim, não reclamarei,

Nem blasfemarei. Simplesmente direir:

Obrigada Senhor, porque nasci.

Obrigada Senhor, porque creio em Ti

Pelo teu amor, obrigada Senhor!

Fontes:

Texto

Gostou?

Você pode assistir aos programas do Divaldo Franco na web.

http://www.tvcei.com/vd/home/player.php?canal=7

Mais sobre Divaldo Franco:

http://www.mansaodocaminho.com.br/

http://www.divaldofranco.com/

Os links acima são dicas gentis do blog da Lazully

Wednesday, 11 February 2009

A fish with a smile | O sorriso do peixinho

A fish with a smile (shorter version, length: 1,31 min)

A fish with a smile (longer version, length: 9,49 min)


"A Fish with a Smile" by C. Jay Shih, Alan I. Tuan and Poliang Lin, and music by Chien-Ci Chen is a Taiwanese short film based on a children's book about a smiling fish and a lonely man, written by Jimmy Liao.

Golden Bear at the 2007 Berlin Film Festival.

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"O Sorriso do Peixinho", de C. Jay Shih, Alan I. Tuan e Poliang Lin, com música de Chien-ci é um curta de Taiwan baseado em uma história infantil sobre um peixinho sorridente e um senhor solitário, de Jimmy Liao.

Ganhador do Urso de Ouro do Festival de Berlim 2007.

Lindo filme. Delicado, onírico, encantador.

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然而他不懂 他只是我的朋友不需要完完全全的了解我 然而他不懂 他只是我的朋友不需要真真切切的變成我他只是打從一開始就一無所有的朋友他只有透過房間的光 讀懂我的不自由他只是深情的看著我 像寵物一樣的守候微笑是我能給 的所有

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Dedico este post aos aniversariantes de hoje, aos amantes de cinema taiwanês, aos colecionadores de sonhos, aos libertadores de peixinhos e àqueles que sabem que o nosso balão vermelho está sempre em algum lugar no céu bem pertinho da gente.

:-)

Friday, 23 January 2009

Tarra and Bella


Video transcription below:

When elephants retire, many head for the Elephant Sanctuary in Hohenwald, Tenn. They arrive one by one, but they tend to live out their lives two-by-two.

"Every elephant that comes here searches out someone that she then spends most all of her time with," says sanctuary co-founder Carol Buckley.

It's like having a best girlfriend, Buckley says - "Somebody they can relate to, they have something in common with."

Debbie has Ronnie. Misty can't live without Dulary.

Those are pachyderm-pachyderm pairs. But perhaps the closest friends of all are Tarra and Bella.

That would be Tarra the 8,700 pound Asian elephant. And Bella. The dog.

"This is her friend," Buckley says, scratching Bella's tummy. "Her friend just happens to be a dog and not an elephant."

"Bella knows she's not an elephant. Tarra knows she's not a dog," Buckley adds. "But that's not a problem for them."

Bella is one of more than a dozen stray dogs that have found a home at the sanctuary. Most want nothing to do with the elephants and vice versa. But not this odd couple.

"When it's time to eat they both eat together. They drink together. They sleep together. They play together," Buckley says.

Tarra and Bella have been close for years -- but no one really knew how close they were until recently. A few months ago Bella suffered a spinal cord injury. She couldn't move her legs, couldn't even wag her tail. For three weeks the dog lay motionless up in the sanctuary office.

And for three weeks the elephant held vigil: 2,700 acres to roam free, and Tarra just stood in the corner, beside a gate, right outside that sanctuary office.

"She just stood outside the balcony - just stood there and waited," says Buckley. "She was concerned about her friend."

Then one day, sanctuary co-founder Scott Blais carried Bella onto the balcony so she and Tarra could at least see each other.

"Bella's tail started wagging. And we had no choice but bring Bella down to see Tarra," Blais says.

They visited like that every day until Tarra could walk. Today, their love -- and trust -- is stronger than ever. Bella even lets Tarra pet her tummy - with the bottom of her enormous foot.

They harbor no fears, no secrets, no prejudices. Just two living creatures who somehow managed to look past their immense differences.

*Take good look America. Take a good look world. If they can do it - what's our excuse?*

Sources:

You Tube and a friend who kindly sent this me on.

More:

http://www.elephants.com/

Wednesday, 24 December 2008

Thursday, 18 December 2008

Atreve-te



Atrevete, por supuesto.
Um anúncio da wwww.publi.tv. Não conheço. Ih, e lá vou eu reproduzindo imperativos de novo. ;-)

Wednesday, 10 December 2008

A happy dog

A happy dog.

Um cãozinho que esbanja alegria. Mais vídeos de cãezinhos bacanas no dogwork.

"Wheresoever you go, go with all your heart."
Confucius or Kung zi (551 B.C. - 479 B.C.)

Dog saves dog



In the grainy video footage, a dog lays apparently alive but injured on a busy city highway in Chile. Then onto the road comes a dog into incredible traffic and pulls his friend off to the shoulder near safety.

There are still no news if dog survived afterall. If you are a sensitive person, please be aware this can be a hard video to watch in some moments.

This video is circulating online. Try phrase "dog saves dog" on Google (Nando´s tip) and you will be amazed how people are insterested in sharing stories of kindness.

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Amigo cão

Assista ao comovente vídeo de um cão salvando outro cão, que foi atropelado em uma avenida movimentada no Chile. As câmeras que captaram a ação do benfeitor são as câmeras que fazem o monitoramento de tráfego, por isso as imagens não são muito nítidas.

Se você é um pessoa sensível, esse vídeo contém algumas cenas duras de serem vistas, mas a solidariedade do pequeno cãozinho é imperdível. Infelizmente, não fica claro em nenhum post sobre o assunto se o cãozinho sobreviveu. Mas a ação do seu amigo ficou gravada e certamente nos servirá de exemplo.

O vídeo está circulando na Internet às centenas. Experimente a frase "dog saves dog" no Google (dica do Nando de como capturar resultados em mecanismos de buscas) e você vai ficar impressionado. As pessoas se mobilizam, se emocionam, compartilham as boas ações.

Saturday, 6 December 2008

Não coma o presépio!

Don´t eat the animals of the Christmas crib, não coma o presépio, here on good news, by Isabella Lychowski
Don´t eat the animals of the Christmas crib, não coma o presépio, here on good news, by Isabella Lychowski
Don´t eat the animals of the Christmas crib, não coma o presépio, here on good news, by Isabella Lychowski
Captions: "At this Christmas, don´t eat the animals of the Christmas crib!"
"Neste Natal, não coma o presépio!"
Where did I find this: Gil´s blog, Grupo pela Abolição do Especismo de Porto Alegre

Mais "neste Natal, não coma o presépio" no You Tube. Não tinha noção de como essa campanha anda bombando na Internet. (18/12/2008)



Atualização em 17/12/2008
Recebi por email o texto "Neste Natal, saia da rotina" (autor anônimo), que reproduzo aqui embaixo. Acredito que o texto traz informações interessantes e enriquece a sugestão de não comermos o presépio neste Natal.

Sou vegetariana (embora ainda por enquanto coma peixes e frutos do mar), mas não sou nem um pouco fã de imperativos: faça isso, ou não coma aquilo. Acredito que cada um é responsável por suas escolhas. Apesar do uso do imperativo, que eu pessoalmente não usaria, gostei muito da campanha do pessoal do http://www.gaepoa.org/, pois nos leva a refletir de maneira delicada e lúdica (cartazes acima) sobre o tema cardápio natalino, bem como sobre a incongruência que muitas vezes há entre o que pregamos e o que fazemos.

Neste Natal, saia da rotina
Observe o presépio: tem vaca, cabrito, cordeiro... todos observando o Menino Jesus. Agora pense na maneira como os Reis Magos celebraram a chegada do Deus Menino. Seus presentes foram ouro, incenso e mirra. Em nenhum momento, os magos, José ou Maria sugeriram assar um peru ou um pernil para comemorar.

E nada está mais distante do sentimento cristão do que os cardápios natalinos. As pessoas se esquecem de que os primeiros adoradores de Jesus foram justamente os animais, e aquiescem na matança desenfreada que ocorre nesta época do ano. Quintuplica-se o abate de perus e outras aves; porcos, cabritos e carneiros também são mortos em proporções absurdas.

As pessoas desejam "paz" em suas mensagens natalinas, mas celebram o nascimento do Menino Jesus com os cadáveres de criaturas inocentes! Esquecem-se talvez dos imensos danos que a indústria da carne acarreta ao meio ambiente ou não consideram válido o argumento de que a carne em suas mesas significa a fome de milhões de pessoas*. Pedem "saúde" no Novo Ano, enquanto abusam de gordura animal. Aos poucos, esta acaba por entupir suas veias e artérias, afetar o seu fígado bem como o equilíbrio de seus corpos e mentes.

Que tal celebrar um Natal diferente? Um Natal de paz e compaixão, extensivos a todos os seres.

* 50% dos grãos produzidos no mundo destinam-se ao fabrico de ração para os animais de engorda. Se esses mesmos grãos fossem utilizados diretamente na alimentação humana, simplesmente não haveria fome no mundo!

(Autor anônimo, recebido por e-mail)

Atualização em 18/12/2008

Desconhecia que o dia 25 de dezembro é também O Dia Mundial sem Carne, ou Meatless Day, no original em inglês. O objetivo dessa campanha mundial é mobilizar pessoas que queiram se abster de toda a comida oriunda de violência (carnes bovinas, de aves, peixes, etc), somente por este dia.

Essa campanha foi criada pela Missão Sadhu Vaswani, um santo da Índia moderna cuja filosofia de vida inclui compaixão por todas as criaturas.

Saiba mais em:
http://fotolog.terra.com.br/ong_anida:32
http://www.meatlessday.com/