Thursday, 4 June 2009

A paz pode acontecer agora mesmo

Robert Happé Chegou a hora de parar de ler os jornais,
parar de ouvir aqueles líderes que estão totalmente confusos
e se expressam com extrema violência.
Os verdadeiros líderes vão sempre direcioná-lo para você mesmo,
sempre vão direcioná-lo para criar paz.
A paz não é algo que demore anos e anos de negociação
A paz pode acontecer agora mesmo,
simplesmente ao tomarmos a decisão de que queremos paz.


Robert Happé nasceu em Amsterdã, Holanda. Estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibet, Camboja e Taiwan.
Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência.


Seminários e workshops de Robert Happé
O próximo é no Rio, no dia 23 de de junho.

Wednesday, 3 June 2009

O princípio da projeção psicanalítica

Eta!Estamos quase precisando de uma lupa para apreciar a tirinha aqui em cima. Não tenho o scan original. Mas vou tentar providenciar.

Vocês conhecem o princípio da projeção psicanalítica? Muito interessante! Sabiamente preconiza que quando o outro faz um comentário enfático sobre você, na verdade, ele está falando sobre ele mesmo. Algo que não é muito fácil admitir, ou ver, ou encarar é atirado para cima daquele que é o primeiro que aparece, ou é o mais cordato, ou até que está fazendo algo similar, mas que não é um problema em si para ele, o protagonista da ação naquele momento, mas sim para o observador.

O observador (porque nega em si) vê no outro o que é dele. Para o observado talvez seja apenas um comportamento circunstancial ou quem sabe até, trata-se simplesmente de uma pessoa bem resolvida consigo mesma.

Isso vale para as qualidades e os defeitos. Também admiramos aquilo que nos sobra ou nos falta.

Colocando-se os adjetivos nos devidos lugares, pode-se aprender muito sobre o comportamento humano. Muito sobre os outros e muito sobre nós mesmos. Principalmente aprendemos na prática como não nos deixarmos estigmatizar por características que não são nossas.

Três citações. A primeira apenas para lembrar que eu não me chamo Manuel!

"Siga-se, para ver, o conhecidíssimo figurante, que anda pela rua, empurrando sua carrocinha de pão, quando alguém lhe grita; - "Manuel, corre a Niterói, tua mulher está feito louca, tua casa está pegando fogo!..." Larga o herói a carrocinha, corre, voa, vai, toma a barca, atravessa a Baía quase... e exclama: - Eu não em chamo Manuel! Não moro em Niterói, não sou casado e não tenho casa!"

(Guimarães Rosa em "Tutaméia")


A segunda: um texto mais técnico, mas bem bacaninha.

“O indivíduo atribui a outrem as tendências, os
desejos, etc., que desconhece em si [...]”.
Conteúdos inconscientes que foram recalcados
deslocam-se para o meio externo e são dirigidos
a outros (sujeitos e/ou objetos) como estratégia
de satisfação.
Dentre as teorias psicológicas, a que mais
utiliza a projeção no arcabouço teórico é a
Psicanálise. Para explicitar a manifestação da
projeção, a teoria psicanalítica ampliou o sentido e
definição do conceito, concebendo-a como uma
operação na qual o sujeito expulsa de si e localiza no
outro, pessoa ou coisa, as qualidades, os desejos, os
afetos, os sentimentos e até mesmo os “objetos” que
estão internalizados e ele desdenha e/ou recusa
aceitar e/ou admitir que lhe são pertencentes.
(LAPLANCHE E PONTALIS, 1986). Para justificar
a existência dos eventos por eles produzidos, o
indivíduo desloca-os para alguém ou alguma coisa
que esteja fora, realizando uma ação projetiva.
Sandler (1989, p.14) afirma que Freud usou
este termo de várias formas, mas, no sentido amplo,
“[...] como a tendência a buscar uma causa externa,
antes que interna [...]”. Assim, se algo é modificado
no interior, tende-se a buscar explicar como sendo
resultado de acontecimentos internos ou externos, e
se há dificuldade em aceitar a causa interna, de
imediato, a dirigimos para o exterior.

Fonte:
http://linux.alfamaweb.com.br/sgw/downloads/161_063102_10.pdf.

A terceira: uma pergunta-artigo de Renato Liberman.

E você, acha que os defeitos estão nos outros?

Escola de anjos

Escola de anjos
Escola de anjos bellalychow Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de anjos...
Autor desconhecido