Thursday, 17 December 2009

O homem inteiro

Metonímia, foto de Isabella Lychowski Metonímia, foto de Isabella Lychowski, 12/12/2009

Perguntaram a um homem de saber, que havia viajado muito pela Terra, se ele tinha encontrado homens extraordinários sobre os quais gostaria de falar.

- Não encontrei senão um homem e meio - ele disse.

- Quem era a metade desse homem?

-Um homem que não falava senão bem dos outros.

-E o homem inteiro?

-Um homem que não dizia nada.

Fontes

"Contos filosóficos do mundo inteiro", Jean-Claude Carrière, Ediouro, 2009, pg 290

Contos Zen, "Silêncio que supera o bem e o mal"

Thursday, 10 December 2009

Postes na Niemeyer acesos de dia!

Poste aceso de dia no Rio, foto de Isabella Lychowski
Poste aceso de dia no Rio, foto de Isabella Lychowski Fotos de Isabella Lychowski, Av. Niemeyer, Rio de Janeiro, 10/12/2009
Estas fotos foram feitas por volta das 11:30h.
Alô Prefeitura, vamos apagar os postes durante o dia!;-)

Saturday, 5 December 2009

Vento no litoral

Vento no litoral, foto de Isabella Lychowski
Foto de Isabella Lychowski, 04/12/2009
zodíaco
como a água
faz
diante da pedra?
escorre
pelos lados
sou a pedra
sou a água

Maomé redux

Coco verde, de Isabella Lychowski Foto de Isabella Lychowski, 04/12/2009
O coco verde
não cabe na lixeira da Comlurb!

Wednesday, 2 December 2009

Cliques pagos para quem precisa

Zero Dollar, de Cildo Meireles"Zero Dollar" de Cildo Meireles 1978/1984.

O (não consigo usar "a") Google limitará acesso gratuito a cinco notícias por dia (por pressão de algumas empresas jornalítiscas meio super hiper desesperadas).

Corram para clicar e saber mais. Enquanto ainda é gratuito.

Brincadeirinha...

Mas agora sério. Quem vai pagar pelo sexto clique? O usuário? Duvido. Alguns gatos pingados talvez. E o acesso a esses jornais? Cairá exponencialmente.

Me espanta um pouco a falta de (ante)visão e de noção da realidade. A TV e a indústria fonográfica já passaram por isso. Vão dar o mesmíssimo tiro no pé?!

Bem, quem avisa amigo é. ;-)

Cliques pagos para quem precisa. Cliques pagos para quem precisa de cliques pagos.

Dos quais nós certamente não precisamos. A conta que não está fechando não deve ser paga pelo usuário. Quem vai pagar por isso? Se resposta ainda não há, o campo de pesquisa é vasto, bem como é vasto um público disposto a colaborar, trocar, aprender, compartilhar.

A Internet é um território livre. Assim se estabeleceu, assim floresceu e assim seguirá.

Fonte: IG http://tiny.cc/u4cs2

Wednesday, 25 November 2009

Seja humano, proteja um animal

Seja humano, proteja um animal

Foto de Isabella Lychowski

Vídeo Paranormal


Ache outros vídeos como este em Comunidade Mauro Kwitko

Este vídeo apareceu no celular de Francis Bragança dos Anjos, sem que ela o tivesse gravado. Foi submetido à apreciação pelo IPATI - Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação, da pesquisadora Sonia Rinaldi, aqui em São Paulo/SP, recebendo o Laudo de 'Vídeo Paranormal."
Encontrei este vídeo na Comunidade Mauro Kwitko (http://www.maurokwitko.com.br/), autor da belíssima letra da canção "Mal Necessário".

Mauro Kwitko era um médico que frequentava a praia na Montenegro, em Ipanema, nos anos 70, enquanto tentava a sorte como cantor e compositor. Embora tivesse conseguido emplacar um clássico na MPB, a medicina falou mais alto e ele voltou para o Rio Grande do Sul. Na sua terra natal se dedicou a pesquisar a Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica.

Mal Necessário

(Mauro Kwitko)


Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher


Sou as mesas e as cadeiras desse cabaré


Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo


Sou a febre que lhe queima mas você não deixa


Sou a sua voz que grita, mas você não aceita


O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam


Nos bares, na lama, nos lares, na cama.


Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo


O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento


O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata


Sou o certo, sou o errado, sou o que divide


O que não tem duas partes, na verdade existe


Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem


Nos bares, na lama, nos lares, na cama.

Sunday, 22 November 2009

Internet for Peace Nobel 2010 Candidate


The internet has proven to be a powerful international force for peace. That’s the message of Internet for Peace, a campaign launched this week by Wired Italy to nominate the net for the Nobel Peace Prize in 2010.

Video transcription
We have finally realized that the internet is much more than a network of computers. It is an endless web of people. Men and women from every corner of the globe are connecting to one another, thanks to the biggest social interface ever known to humanity.

Digital culture has laid the foundations for a new kind of society. And this society is advancing dialogue, debate and consensus through communication. Because democracy has always flourished where there is openness, acceptance, discussion and participation. And contact with others has always been the most effective antidote against hatred and conflict.

That’s why the internet is a tool for peace. That’s why anyone who uses it can sow the seeds of nonviolence. And that’s why the next Nobel Peace Prize should go to the net. A Nobel for each and every one of us.

http://www.internetforpeace.org/manifesto.cfm

Sunday, 15 November 2009

E você, o que acha?

Norman Rockwell, Golden Rule "Aja com os outros como você gostaria
que os outros agissem com você."
O Globo publicou hoje uma matéria-campanha pela remoção das favelas intitulada "Um apartamento no asfalto". A suíte bem poderia ser intitulada "Minha mansão no Joá".

A matéria "pondera" se não seria melhor usar hoje toda a verba investida de 1983 a 2009 (como?!) na melhoria dos imóveis da comunidade Dona Marta ou pagar indenizações para que os moradores pudessem adquirir imóveis em "áreas já estruturadas".

Listo aqui as 5 pessoas ouvidas:
Dayse Góis, presidente do IAB-RJ
Régis Fichtener, Secretário Estadua da Casa Civil
Istvan Karoly Kasznar, professor da FGV
Agostinho Guerreiro, presidente do Conselho Regional da Engenharia (Crea-RJ).

Mas sério, como é possível fazer uma matéria sobre onde as pessoas da favela supostamente morariam melhor sem ouvir nenhum morador da favela?

Como é possível decidir por outra pessoa onde é melhor ela morar?

A matéria tem vários outros poréns (muito bem apontados no blog do Luis Nassif). Vou ficar com esse aqui, que aliás, já dá muito, muito o que pensar.

Veja também
Direto do Twitter e um post sobre o mesmo assunto no blog do Luís Nassif intitulado "Dona Marta e o padrão Kamel de eugenia".

Imagem
Norman Rockwell, Golden Rule
"Do Unto Others As You Would Have Them Do Unto You."
"Aja com os outros como você gostaria que os outros agissem com você."

Wednesday, 11 November 2009

Chamem os tupis!

Alguém sabe quem é o autor desse desennho?
Itaipu > Ivaiporã > Itaberá > Tijuco Preto

Usina > Linha Retransmissora > LR > LR

Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

Oswald de Andrade

É evidente que as mudanças climáticas, causadas pelo nosso uso irrefletido dos recursos naturais, estão chegando em níveis acima do nosso "controle".

Creio que ainda há tempo (mas não muito) para seguirmos o exemplo dos índios e simplesmente cuidarmos da natureza e de nós mesmos com propriedade e respeito.

Temos usado belas palavras indígenas para nomear lugares. É preciso mais do que isso. É preciso aprender a ouvir, entender e respeitar os sinais.

Cidades brasileiras cujos nomes têm origem no tupi-guarani

Do Twitter: para mídia, a apagão = debate político. Mas o buraco é mais em cima. É na camada de ozônio.

Monday, 9 November 2009

As palavras têm poder

Não sei se é verdade e já não me lembro quem me contou.

Quando a Madonna veio ao Brasil e conheceu o Jesus Luz no Fasano, no Rio, foi em uma festa fechada com modelos contratados. Um dos modelos não pôde vir no último momento. Então mostraram o catálogo de modelos para a Madonna e ela escolheu o Jesus Luz pelo nome.

As palavras têm poder, dizem.

The Fall of the Berlin Wall Domino

Saturday, 7 November 2009

O Muro-Oráculo de Berlim em 1988

O Muro de Berlim em 1988, foto de Isabella LychowskiLá pelos idos de 1988 eu estava de passagem por Berlim e minha tia, que só falava alemão (e eu, hein, que até hoje só aprendi duas palavras em alemão: morgen, amanhã e seefeld, campo e mar, ou campo do mar), me levou pra ver o Muro. E eu, ah, tá, o Muro! Pra mim na época o muro era um muro. Não muito mais do que isso. Ou até mais do que isso, muros são chatos, literalmente. Mas acabei tirando uma única foto, porque ao reconhecer duas palavras em uma frase em polonês, imaginei que a frase pudesse ser uma espécie de profecia. Bacana!

Mury provavelmente significava muros e runą, ruínas ou ruir.

Colo aqui a frase que tá lá na foto do muro.

A mury runą i pogrzebią stary świat

De volta ao Brasil, tratei de dar um jeito de traduzir a tal frase.

Os muros ruirão e enterrarão o Velho Mundo

E pimba, a frase realmente era uma profecia que se concretizou um ano depois. O muro caiu e segunda-feira, dia 09 de novembro de 2009, comemoramos os 20 anos de sua queda.

Curiosidades sobre a frase
"Os muros ruirão e enterrarão o Velho Mundo" é um dos refrões da canção de protesto Mury (Muros), composta por Jacek Kaczmarski em 1978. A letra de Mury, por sua vez, é uma adaptação que Kaczmarski fez da música L'Estaca do catalão Luís Llach, de 1968.

Acompanhe queda do Muro de Berlim fato a fato pelo Twitter
http://twitter.com/dw_muro_berlim

Prediction written on Berlin Wall, 1988

Berlin Wall, 1988, photo by Isabella Lychowski I was on my way to Poland in 1988 and took this photo of the Berlin Wall only because there I saw an intriguing phrase I couldn´t understand, except for two words: mury (standing for wall) and runą (standing for ruin). Cool!

A mury runą i pogrzebią stary świat

Back to Brazil I managed to have the phrase translated.

The walls will fall and will bury the old world

Great, sounded like a prediction and actually it was. The wall indeed fell in 1989! And here is photo to celebrate 20 years of The Berlin Wall Fall.

More about the phrase
The walls will fall and will bury the old world appears on the protest song Mury (Walls) written by Polish singer Jacek Kaczmarski in 1978. The lyrics for Mury, though written by Kaczmarski in 1978, adapted the music for the song L'Estaca by the Catalan singer Lluís Llach in 1968.



Sunday, 1 November 2009

Pedra Bruta



"Pedra Bruta" é um impressionante curta-metragem de Felipe Pereira Barros, que simplesmente deixa falar Bernardo Bidlowsky, um sábio de 95 anos.

O recado de Bernardo? Ah, chega de reclamar. A vida é um dom e temos mais é que agradecer, agradecer, agradecer.

Obrigada, Bernardo. Obrigada, Felipe. Obrigada sempre a tudo.

O parangolé dos Irmãos Lumière


Danse Serpentine (1896)
Lumière Brothers
0:42, color, silent
Source: Ubuweb

Early filmmakers loved dancers. Iterations of the Serpentine Dance were particular favorites of both Thomas Edison and the Lumiere Brothers. Inspired by dancer Loie Fuller's famed skirt dances, in which colored lights projected onto her billowing garments, this film (and others like it) was hand-tinted to achieve similar affects. Fuller's solo was mesmerizing, and her copycat film subjects no less so.

Uma possível referência/reverência para/ao parangolé de Oiticica?

Thursday, 22 October 2009

Gatinha para adoção

Gatinha para adoção Amigos, colo aqui embaixo o email que recebi com a história dessa gatinha. Quem puder ajudar compartilhando, agradeço.

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De: Assunto: Fw: Gatinha precisando de um lar! RJ - Alô Helô.

Amigos, divulguei esta gata adulta jovem uns tempos atrás.


Esta gata vivia num estacionamento de Charitas Niterói. Ela sofreu um pontapé, teve problema no diafragma (acho que ruptura), foi resgatada pelo marido da veterinária que faz as cirurgias para mim, foi operada, foi para um um lar temporário se recuperar, terminou o prazo, era só para sua recuperação mesmo, retornou à clinica, foi então castrada, a vet não tem como ficar com ela, impossível mesmo, tem vivido numa gaiolinha.
Ela me avisou que infelizmente ela terá que retornar para o local onde foi resgatada, no tal estacionamento, estamos todos preocupados com isso, visto que nem todos que lá trabalham parecem gostar de gatos. Ela é muito dócil, se chega para falar com todos, mansíssima.

Caso vc possa adotá-la, possa abrir suas portas para ela, seria maravilhoso, senão puder, pelo menos repasse esta mensagem, ela chegará nas mãos de quem possa adotá-la, quem sabe ... na verdade ela precisa de local para viver sem riscos, com amor e tranquilidade.

Não é apelo emocional, é fato, infelizmente, quem me conhece sabe que não uso apelos nas divulgações, nem gosto, falo sempre a verdade. Pedi uns dias a Rosana para tentar encontrar um lar para ela.

Contato para adotá-la: Rosana 3245-4910 (de quarta a sábado). Celular: (21) 9365-6306

Beijos e obrigada.
Helô. (21) 9522-0431
www.fotolog.com.br/alo_helo

Wednesday, 21 October 2009

As nuvens que o digam

Novo Teatro Municipal do Rio, 21/10/2009Quem será esse homem que parece reger - com segurança e delicadeza monumentais - o Teatro Municipal, a grande águia agora dourada, os céus, as cúpulas, os mundos, quiçá o próprio porvir?
Seria meio um Aladim de casaca, um passista das condições atmosféricas favoráveis ou um Gepeto disfarçado de estátua?
As nuvens que o digam, quem és tu, demiurgo! Oxalá possa ser muitos, pois que sinto muita firmeza em teus cuidados com o que está ao seu redor.

Monday, 19 October 2009

Common Keywords in Twitter Bios

Common keywords in Twitter Bios The word cloud above shows a list of common words in bio Twitter users in June, 2009. I wonder how interesting it can be not only to count words but to try to capture their meaning. What are we telling about ourselves in this given moment of XXI´st century history? Sounds far more inspiring than what we may see on the newspaper´s headings. Which channel is closer to who we are?

"Let us leave theories there and return to here´s here. Now hear."
James Joyce in Finnegans Wake


Source: Syomos
More: Cool Twitter Bios

Thursday, 15 October 2009

Anything should seem impossible to change

Golden Rule, Norman RockwellNothing is impossible to change
Bertold Brecht

Distrust the more trivial, in appearance simple.

And examine, above all, what seems habitual.

We begged expressly:

don't accept what is of habit as a natural thing,

because in time of bloody disorder,

of organized confusion,

of conscious outrage,

of unmerciful humanity,

nothing should seem natural,

anything should seem impossible to change.
Sources:
Poem by Bertold Brecht, painting "Golden Rule", by Norman Rockwell (http://www.nrm.org/)

Nada deve parecer impossível de mudar


Nada é impossível de mudar

Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo,
o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito
como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural
nada deve parecer impossível de mudar.
Fonte do Homem-Letras andando: Twitter da Rosana (http://twitter.com/rosana)

Monday, 12 October 2009

Estudo sobre a viabilidade da chuva, do betume e de nós mesmos

Chuva na Barra, foto de Isabella Lychowski Barra, 10 de outubro de 2009
Livraria Prefácio, foto de Isabella Lychowski Botafogo, 11 de outubro de 2009
A cidade perfilou por duas semanas as insígnias da grande chuva: placas pelo chão, águas turvas debandando morro abaixo, pessoas maldizendo a cidade (não gosto, falam de si mesmas), meias molhadas azuis e cimento, muito cimento imiscuindo-se nas cores.
Alhures, pensei em como haveria de estar a lua atingida por dois foguetes alienígenas. Humpf, pqp, wtf!, mais ou menos isso.
O bom foi seguir por caminhos completamente novos, guiada pelo mapa das poças. De olhos grudados no chão, me via em lugares estranhos, embora os mesmos. Na verdade, nunca haviam sido os mesmos, caramba, eu é que não tinha deixado a ficha cair. Mas a chuva. Mas Heródoto. Mas a lua.
Está bem. Gosto de elipses. Mas não foi isso que quis dizer.
No cinema, a luz se acendeu de repente, tchum, e as garrafas (duas, embrulhadas no melhor papel) brotaram do chão. Ainda siderados pela lanterna mágica, nos entreolhamos perplexos e crentes que sim, era verdade tudo o que estava acontecendo, enquanto ajudávamos as moças do banco da frente a recolher a sua delicatessen. A verdade emergiu de maiô em nossos rios como mergulhadores aflitos. Rimos. O moço da limpeza chegou premente e nos lembrou que talvez fosse a hora de voltar ao domínio da chuva, nós, amigos profundos, ainda que completamente ignorantes de que lugar do rio havíamos emergido.
Depois, é claro, a fala, o diálogo, os espelhos, o mar. Decerto que iríamos repetidamente submergir e emergir, contentes, nos exalando, em círculos.
Satisfeita e grata, deixei-os para trás e tratei de me concentrar em equilibrar meu tênue guarda-chuva rumo a um caminho de pedras viáveis entre poças reluzentes. Ao longo da Riachuelo, descortinou-se chão, reflexos, halos, betume, impermanência.
O que vinha pela frente? Não sei, decerto que não.
Continuo preferindo as pessoas de alguma palavra.

Saturday, 3 October 2009

Vale o escrito

O bandeirão Foto publicada na capa do Jornal Extra, 03/10/2009
Google´s HomePage features Rio 2016 Google homenageia Rio 2016

Não ligo lá muito para esportes. Faço parte sim daquela turma que se anima "apenas" nas finais, hum, ok, semi-finais das Copas, ou na torcida pra que o Flu tome jeito. Embora tenha ficado neutra até quase os 46 do segundo tempo sobre a candidatura do Rio, me empolguei na hora agá e torci.

Acho que temos muito a melhorar. Acho que precisamos de melhores hospitais, melhores escolas, melhores condições de vida. Mas não acho que tudo isso e uma Olimpíada no Rio sejam excludentes.

Sou a favor. Sou a favor da boa saúde, da boa moradia, da boa Olimpíada. Wu wei pro Rio.

Veja imagem em 360º da comemoração do resultado em Copacabana.

Saturday, 26 September 2009

O culto do amador

Agnès Varda não perde por esperar!
Agnès Varda, je t´aime
Agnès Varda nos aimeO mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo.
F.P.
Flagrantes breves do Festival do Rio. Bem à nossa frente as moças na fila preparavam o cartaz-coração para Agnès Varda, que estaria presente na sessão do seu (ótimo) filme "As praias de Agnès." Cada letra era colada com um pedaço de uma espécie de fita durex colorida.
Enquanto colavam a última letra, um E, Agnès chegou e zum, zuniram as meninas ao seu encontro. Quis o acaso que elas fossem as primeiras na direção de Agnès. Espocaram flashes, a multidão a cercou e a engoliu. Não por acaso, o filme, um doc autobiográfico, retrata em certo ponto exatamente essa mesma cena, Agnès engolida por uma multidão de fotógrafos em uma vernissage.
As duas primeiras fotos foram feitas com o meu celular, sendo que a segunda ficou sem nitidez(!). O autor da última deve ter sido provavelmente algum fotógrafo oficial do Festival (encontrei hoje em um banner no site da mostra).
Em outros tempos, muitos, não presentes, veriam a última foto, mas pouquíssimos conheceriam o modus operandis do cartaz, tampouco quem foram as mentoras da foto Agnès-ganha-coração.
Bacana!
O filme é uma delícia. O início, genial. Nunca vi nada filmado tão próximo do que possa ser o mar.
Nunca fiz fotos de tietes desenhando corações. Nunca Dr. Jekyll & Mr. Hyde. Nunca soube responder a tudo. Mas sei perguntar um pouco.
O que é de quem? Agnès Varda não perde por esperar. Elle nos aime, diz o filme, a foto, o cartaz.
Coração, preciso correr.

Sunday, 20 September 2009

Where the wild things are II

Where the wild things are
Where the wild things are, poster O Coelho, enviado por Alice, me apressa:
-Você só tem uma hora!
-Mas, e o que eu faço com todos esse títulos? (A Terra Inútil, A Terra Gasta, A Terra Desolada, A Terra Devastada).
-The Waste Land não é um título, retruca o Coelho.

O.K., fico (ai!) com A Terra Desperdiçada. Tum tum. Tum tum. Meu coração em descompasso com a real refresca-se no vento. A culpa é do Coelho.

"Nas montanhas, é onde nos sentimos livres.
Leio, até tarde da noite, e vou pra o sul no inverno."¹

Ah, tá difícil não aloprar nos braços do rei das cartas do Tarô, no colo balofo de Madame Blavatsky, no enigma frio que tem sido o dia revelar-se como dia, que enigma e tampouco frio é.

Tum, tum, "você! hypocrite lecteur! - mon semblable, - mon frère!"², tenho apenas 17 minutos. O papel do jornal suja meus dedos como no século XX. Desmisturo-me?

Tum tum, sei lá. Hilda também aparece e me pergunta, já meio socrática, "Sou eu esta mulher que anda comigo?"³.
Ei, Sr. Ruffato, sua lucidez inapreensível me assombra, você vai me ajudar a responder?

-Minuto 44!, lembra o Coelho.

Eu eu, zonza, já não o consigo/quero ver? Prefiro olhar nos olhos fundos de Jonze. Ele não teve medo de me convidar:

-Venha Bella, venha ver "Onde vivem os monstros".

E eu, Sendak, que não minto, abro a porta devagarinho. Eu vou.

Fontes:
Imagens do filme de Spike Jonze "Onde vivem os monstros" ("Where the wild things are", com estréia prevista no Brasil para 1º de janeiro de 2009), filme baseado no livro homônimo de Maurice Sendak, de 1963.

Trailer do filme "Onde vivem os monstros" no You Tube

Citações: títulos do livro "The Waste Land", de T.S. Eliot traduzidos no Brasil, publicados no Prosa & Verso em 19/09/2009; ¹ e ² citação de versos de "The Waste Land", traduzido por Ivo Barroso; ³citação de verso de Hilda Hilst.

Monday, 14 September 2009

Stay gold, Patrick Swayze, stay gold


This is a scene from the film "The Outsiders" where Ponyboy recites the Robert Frost Poem "Nothing Gold Can Stay" to Johnny.

In the film Johnny dies of injuries. His last words are "Stay gold, Ponyboy, stay gold," in reference to the poem.

"The Outsiders" (1983), the film directed by Francis Ford Coppola, is an adaptation of the 1967 novel of the same name "The Outsiders", by Susan Eloise Hinton.

The movie was released in March 1983. Jo Ellen Misakian, a librarian at Lone Star Jr. High School in Fresno, California and her students, were responsible for inspiring Coppola to make the movie.

The Outsiders is noted for being the breakout film of many future stars: C. Thomas Howell, Rob Lowe, Emilio Estevez, Matt Dillon, Tom Cruise, Patrick Swayze, Ralph Macchio, and Diane Lane. Both Lane and Dillon went on to appear in Coppola's related film Rumble Fish.

I dedicate this post to Patrick Swayze.

Friday, 11 September 2009

Síndrome de uma taturana

Síndrome de uma taturana Síndrome de uma taturana à beira do verão, ou isto.

Há dias em que basta um bafejar - oh God, que palavra! - para que tudo seja oblação. Hoje sorri e olhei com força descomunal, respirei. Lá do fundo as entranhas intraduzíveis dissolveram-se bem à minha frente, bem ao que é o meu redor e que é também o grande éter. Fácil assim, simples assim. Gostei de sorrir pra você de verdade. Olha, foi a primeira vez que fiz isso. Me venci?

Agora o resto, o resto são taturanas, borboletas (adoro, principalmente as azuis), abelhas (principalmente as que acompanham o fantasma de Emily Dickinson), sementes de sucupira, filhotes de Chihuahua com 10 meses de idade (principalmente os que andam em Copacabana de coleira rosa acompanhados de seus donos gringos também sorridentes), aqui entraria um ponto e vírgula, mas não sei, não, estou completamente rendida ao caos da web semântica, estou pensando que é mesmo uma grande coincidência o cachorro se chamar Mini (não sei se é macho ou fêmea), estou quase pasma por eu ter resistido até o último suspiro tomando esse tranco todo e, urticante que fosse a circunstância, ter segurado as pontas, pois que agora re-emerjo, se é que isso existe, a palavra, transbordo, mas é diferente, zuni na espiral em movimento ascendente, senti na pele o que é na real colher da árvore o fruto, mas à vera, é mesmo como canta a canção, a terra tem cio, pois que trabalhei enfurecida com as invariáveis volúveis da tal equação, soltei o verbo, abusei do tom, silencei (os peixes às vezes ficam mudos), silenciei (ah, os peixes), silenciei, ah as garatujas, os grunhidos e a vastidão dos seres, ah, hoje enfim encontrei o tom, nem obtuso, nem neutro, nem chinfrim, tampouco soberbo, ah, o tom, retomei devagarinho (valei-me Martinho), cheguei aqui, o único lugar onde é possível estar nessa lentidão incontrolável de mim mesma veloz.

O único lugar em que é possível estar. Caramba!

Wednesday, 9 September 2009

As águas vão rolar

Incêndio atinge Pedra da Gávea Incêndio na Pedra da Gávea na madrugada de 08/09/09
A Pedra da Gávea logo depois do incêndio ter sido controlado O incêndio foi apagado por volta das 11h do dia 08/09/09

A primeira imagem é um detalhe de uma foto do Jornal O Globo. Tentei encontrá-la no Google, mas não consegui. A segunda eu fiz por volta de 12:00h. Não tinha a menor noção de que tinha havido um incêndio ali. Ampliando a foto, vi que se destacava uma árvore solitária no alto da Pedra, no meio da queimada.
É só isso. Nunca imaginei ver uma foto da Pedra da Gávea cuspindo labaredas de fogo, como se estivéssemos na Califórnia.
Coisas.

Tuesday, 8 September 2009

Fernanda faz a sua parte

Fernanda Montenegro "É uma bênção ter uma vocação que ainda pode ser exercida, com os deuses, o acaso e Deus lhe dando fôlego, memória e disponibilidade de ir à luta. Temos que que acordar todos os dias, ficar de joelhos e beijar o chão." (Sobre estar atuando aos 80).

"Fisicamente suas energias não vão mais atingir o apogeu. Dá uma certa melancolia essa consciência da finitude. (...) Em contrapartida, talvez até como um consolo, há a consciência da vida vivida, de que certas ilusões não vão mais bater em você. O processo mesmo de sobrevivência vai lhe dando uma visão muito confortadora." (Sobre envelhecer).

Fernanda está em cartaz no Rio de Janeiro com o monólogo "Viver sem tempos mortos", uma coletânea de pensamentos, cartas e textos de Simone de Beauvoir a partir de quinta na sala 2 do Teatro Fashion Mall.

Fontes: Entrevista, Extra Online e imagem, Blog Amigos do Educar

Monday, 7 September 2009

A propósito

Não obtive resposta. Isso é uma resposta. Aceito!
Não houve uma palavra, um comentário sequer. Aceito!
Olha, não é possível fingir que não existem escolhas, tudo está cada vez mais aparente.
Eu vejo as suas escolhas. Aceito!

A propósito, boa sorte!

Thursday, 3 September 2009

Lembrete | Reminder

Camaleão inteiraço aqui no good news
"Você sabia...
... que se você...
...cortar o camaleão ao meio...
.............................................
.............................................
.............................................
.............................................
.............................................
ele não gosta?
.............................................
.............................................
.............................................
Você sabia?
Anedota jurássica (camaleões são jurássicos) dos tempos da finada Rádio Relógio, - corria à época que esse era o teor do conteúdo que se veiculava por lá e que invariavelmente começava com "a Rádio Relógio informa".
Bem, parece incrível, mas o lembrete ainda é válido!
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Joke about an old Brazilian Radio Channel, closed around the 80ths. It says:
"Did you know that if you cut a chameleon into two parts, he won´t like it at all?"
A reminder still valid today!
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Image: Chameleon

Sunday, 30 August 2009

Anatomia de uma escavação em Ipanema

De canga numa hora dessas? Foto de Isabella Lychowski, 29/08/09
Ontem vimos um filme perturbador com grau 5 de suportabilidade; tão perturbador que ficamos a vagar um longo tempo pela avenida, nos imiscuindo por entre as frestas do vento e depois, mais firmes, pelas ruas de dentro, pela rua larga. Custou até que falássemos. Não palavrinhas, comentários comezinhos, babados de redes sociais. Tratamos de hablar palavras palavras. Há um rio enorme dentro de nós. Há pássaros. Há bananeiras e morcegos que nelas atabalhoadamente se abrigam. Mire e veja. Mas não precisa mostrar pra ninguém, sequer fotografe ou filme. Os tempos são outros. A verdade é.

Como fazer isso sem fé? (Frase lida no jornal de hoje, pimba, João Donato de novo).

De certa forma, ainda estamos lá. A fala, suspensa por um ínterim (quanto tempo?), acomodou-se em seu rumo certo, sem firulas, sem meias-palavras, sem entrelinhas, tudo ali em pratos de alface e quinua limpos. Sem óculos, enxergamos pouco. Mas pra que óculos, quando tudo está dito? Quando tudo está visto. Olho míope no outro olho míope ou sei-lá-o-quê. Nós sabemos, intimamente, que nada é pra já. Não nos afobamos. Take your time, baby. Temos a vida inteira pela frente que se perpetua nas pausas entre nossas falas, nas águas caudalosas de nossos rios, no nosso cabimento e descabimento desmisturados. Tudo assim calmo. Tudo assim assim como é. Queremos que tudo dê certo. Sempre quisemos. Isso é amor.

Depois, ah depois, o tempo passa também. Só isso. Hoje já não é ontem nem será amanhã. Hoje eu me deparo com a onda a nordeste de mim e com essa grandeza que me esbugalha, me estilhaça, me desestabiliza e me lembra como é bom falar com você.

Repetidamente.

Foto de Marcus Schaefer Foto de Marcus Schaefer, 30/08/09, Eu-Repórter (?) do Globo

Saturday, 29 August 2009

Cool Twitter Bios

Here are some Twitter Bios I find cool (original, simple, inspiring & straight to the point). In a very short space, they tell so much more than titles. What about you? Do you have your favs?

In English

@AdinaPlatri: "There can be no happiness if the things we believe in are different from the things we do."

@Melanie Tekshare: "The best things in life are unexpected - because there were no expectations."

@nikko11: Be the wind beneath our wings!

@Guy_Vincent: Neo Global Futurist

@iamwun: Daily inspiration on spiritual growth, so we can all remember "the face we had before we were born".

@GreatOwl: Pres/CEO. NDE @ age 10 You are more beautiful than you imagine, you are the radiant vibrancy of Love Itself - Look from Heart to see clearly - En' Lakésh

@larryczerwonka: Changing how we see the world 1 tweet @ a time with aloha and compassion. SMILE you never know who's watching.

@vitailluminata: Nonsectarian Spiritual Seeker, INFP, meditator, online entrepreneur, univeristy lecturer, observing the observer.

@CausesEffects: Endeavors to raise awareness of worthy causes & promote positive change.

@johnperrybarlow: I co-founded EFF, wrote songs for the Dead, ranched in Wyoming for 17. A weird father, a good friend, and an excellent ex.

@Sudenheimo: The One, The Only, The Original.

@infochimps: Organizing huge information sources. Opening access to free redistributable datasets. Enjoying bananas.

In Portuguese

@Ally_McCord: A cabeça é redonda para que as idéias mudem de lugar.

@doutores: Os Doutores da Alegria são palhaços que fazem de conta que são médicos para crianças que fazem de conta que acreditam.

Thursday, 27 August 2009

Ainda sobre cuidar bem de @s

Twitter da Xuxa

Twitter da Xuxa, em 26/08/2009

Tuitadas sobre a Xuxa Algumas tuitadas sobre o episódio Xuxa x Twitter em 27/09/2009

Não acho nada demais uma criança cometer um erro de português e escrever "sena" em vez de "cena". Quem não erra?

Quando o erro se trata de um erro cometido pela filha de uma celebridade e publicada em uma ferramenta web 2.0 então, gera uma avalanche de piadas (algumas até engraçadas, outras nem tanto) e lamentáveis comentários agressivos.

Mas eis que a celebridade responde de maneira um tanto gauche, dizendo que "pra quem não sabe, minha filha foi alfabetizada em inglês", demonstrando despreparo em lidar com o público web 2.0.

Vivemos uma era de transição, em que novas ferramentas digitais servem de plataforma a uma nova forma de comunicação, onde o público não é mais passivo, mas co-autor dos acontecimentos.

Como lidar com isso?

De um lado, o público precisa a aprender a ser mais compreensivo e menos agressivo. Uma atitude é informar o erro e colaborar, participar; já debochar e humilhar não é sabidamente covarde e sem sentido? Do outro, as celebridades precisam abandonar um pouco as realidades muitas vezes paralelas em que vivem e praticar a boa e velha humildade. Não conheço a ferramenta? Peço ajuda a quem já a usa. E descobrir que a sua noção de realidade não é provavelmente a mesma da massa web 2.0 que a acompanha.

Vivemos em um país em que a taxa de analfabetismo ainda é relevante. Ser alfabetizado em uma outra língua pode ser uma escolha para quem é mais abastado, mas não o é para a maioria. Na minha opinião, sequer vantagem é. Adoro o português. Mas cada um tem uma opinião e todas são válidas, embora não devessem servir para se desdenhar de outras. "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é."

As relações estão mais horizontais. Esse episódio com certeza deve ter gerado estresse e desconforto para Xuxa Meneghel, a celebridade em questão, e sua filha Sasha, o que é desagradável e eu lamento. Mas não há como negar que este é um exemplo de como uma ferramenta digital que elimina os filtros entre o emissor e o receptor como o Twitter pode contribuir para a transparência.

Com certeza agora conhecemos melhor as celebridades em suas vidas cotidianas, assim como as celebridades podem conhecer melhor o seu público. A distância entre uns e outros tornou-se mínima. O que é bom. Afinal, somos muitos e aqui não se trata mais de reis e de seus súditos, mas de pessoas, muitas pessoas e temos todos muitos a contribuir.

Vamos em frente.

Sunday, 23 August 2009

Cuide bem da sua @

Olha, veja, já congelei o tempo uma vez, mas não, não vou congelar de novo. Se um dia eu te falei do vizinho que só tinha uma perna e usava suspensórios sobre uma camiseta branca, hoje eu prefiro falar do cheiro de sopa.

O cheiro de sopa sobe pela janela. No Japão estão com medo de um terremoto iminente. Eu não tenho mais saudades de você, baby.

A minha dislexia filosófica não me permite abrir parênteses. Gosto do cheiro. Gosto de muitas coisas. Você já viu o que andam dizendo no Twitter? É isso mesmo, andam dizendo que você não é lá essas coisas, ainda que tenha seus predicados. Todos têm.

Ha!, bom demais pra ser verdade que a verdade está tão ao alcance das mãos. Não dá mais, baby, não dá mais pra congelar o tempo. O tempo agora é real e a verdade tá dando as caras. Milhares de arrobas a empurram para cima, rompendo ventas. "Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira!"

Lembra da utopia, baby, aquela que morreu jovem? Sim, sim, ela foi ao comício das Diretas, fumou unzinho e tomou Cuba Libre em Ouro Preto. Sim, teve você. Não, não sei o que veio depois. Deletei. Fiquei com o que é hoje. Um tornado em São Conrado? Um poema de 140 caracteres? Você-outro? Cuide bem da sua arroba. Na real, não cutuque muito não, baby.

A terra anda fofa e revolvida e os brotos deram pra germinar ultimamente.

Saturday, 22 August 2009

LOL

Lighten up, guys! And don´t tell

your boss you don´t exist.

Satsang with Mooji, 11th Feb 2009, Tiruvannamalai (India)

Sources: You Tube & Twitter & Leandro

Friday, 14 August 2009

Admirável mundo novo

Admirável mundo novo Fonte: The Guardian

É que Narciso acha feio o que não é espelho Fonte: ElGeek – http://elgeek.info/ via ojornalista.com
Com que roupa eu vou pro samba que você me convidou? Fonte: http://www.bradfitzpatrick.com/

O mito da caverna redux Fonte: Wikipédia! Ilustração de O mito da caverna, de Platão

Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

E nós, estamos saindo da caverna?

PS - Estou trabalhando há seis anos e meio com internet e adoro o tanto que tenho aprendido sobre democracia, simplicidade e transparência.

Tuesday, 11 August 2009

Mais devagar

Um jovem atravessou o Japão em busca da escola de um famoso praticante de artes marciais.

Chegando ao dojo, foi recebido em audiência pelo Sensei.

- O que você quer de mim? perguntou-lhe o mestre

- Quero ser seu aluno e tornar-me o melhor karateca do país. Quanto tempo preciso estudar?

- Dez anos, pelo menos.

- Dez anos é muito tempo respondeu o rapaz. E se eu praticasse com o dobro da intensidade dos outros alunos?

- Vinte anos.

- Vinte anos! E se eu praticar noite e dia, dedicando todo o meu esforço?

- Trinta anos.

- Mas, eu lhe digo que vou dedicar-me em dobro, e o senhor me responde que a duração será maior?

- A resposta é simples. Quando um olho está fixo aonde se quer chegar, só resta um para se encontrar o caminho.

Conto Zen "Mais Devagar"

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Thursday, 6 August 2009

Obrigada Gabriel Buchmann

Gabriel Buchmann na África"Aqui, com quase nada, você faz uma substancial diferença na vida das pessoas", Gabriel em seu último email
Obrigada Gabriel Buchmann pela sua abegnação, pela sua força, pela sua alegria, pela sua compaixão. A sua passagem por essa vida foi um legado precioso que você nos deixou. Do seu blog* jorra uma torrente de mensagens de amor como que a refletir a sua luz, que agora é também nossa.

Força para a sua família nesse momento especial que é a passagem de um ente querido para o outro plano. Fique com Deus e continue sua missão.

“Deixai que venha a mim os pequeninos” – Jesus Cristo.

*Deixe você também uma mensagem para Gabriel Buchmann e sua família no blog Ajude Gabriel Buchmann ou siga o seu perfil no Twitter http://twitter.com/AjudeGabriel.

Atualização em 10/08/2009 - Leia um trecho do último email de Gabriel

Enviado em 01/06/2009 de um um cibercafé em Jynja (Uganda)

"Estou muito feliz por estar vivendo grandes aventuras, por realizar uma viagem de profunda imersão no continente africano e de forma sustentável, transferindo 80% dos meus gastos para africanos pobres. Aqui, com quase nada, você faz uma substancial diferença na vida das pessoas."

Friday, 31 July 2009

É mesmo?

Uma linda garota da vila ficou grávida. Seus pais, encolerizados, exigiram saber quem era o pai. Inicialmente resistente a confessar, a ansiosa e embaraçada menina finalmente acusou Hakuin, o mestre Zen o qual todos da vila reverenciavam profundamente por viver uma vida digna. Quando os insultados pais confrontaram Hakuin com a acusação de sua filha, ele simplesmente disse:

"É mesmo?"

Quando a criança nasceu, os pais a levaram para Hakuin, o qual agora era visto como um pária por todos da região. Eles exigiram que ele tomasse conta da criança, uma vez que essa era sua responsabilidade.

"É mesmo?" Hakuin disse calmamente enquanto aceitava a criança.

Por muitos meses ele cuidou carinhosamente da criança até o dia em que a menina não agüentou mais sustentar a mentira e confessou que o pai verdadeiro era um jovem da vila que ela estava tentando proteger.

Os pais imediatamente foram a Hakuin, constrangidos, para ver se ele poderia devolver a guarda do bebê. Com profusas desculpas eles explicaram o que tinha acontecido.

"É mesmo?" disse Hakuin enquanto devolvia a criança.

Conto Zen "É mesmo?"

(...) Acredito que este conto zen prescinde de qualquer comentário. Algo parecido com o "eles passarão, eu passarinho" do nosso querido Mario Quintana. É um mood que precisa de muita respiração pra encarar, mas com um encantador mode tautológico de auto-redenção. Tô bancando.

A propósito, é mesmo?

Wednesday, 29 July 2009

Niemeyer, going and returning mode

video

Going mode:: Niemeyer :: Rio de Janeiro :: 28th of July 2009

A onda do mar leva / A onda do mar traz
Quem vem pra beira da praia, meu bem
Não volta nunca mais. (Dorival Caymmi)

video

Returning mode:: Niemeyer :: Rio de Janeiro :: 28th of July 2009

Sunday, 26 July 2009

Poucas e boas

Foto de Fernanda Alves dos Santos Foto de Fernanda Alves dos Santos, Praia de Maracaípe (PE)

> Alguém disse a Madre Teresa de Calcutá, ao vê-la cuidando de leprosos: "Não faria isso por dinheiro nenhum no mundo", e ela teria respondido: "Nem eu"."

>"Tudo que pode ser revolvido com dinheiro, é barato." Erich Maria Remarque, em "Arco do Triunfo".

> "Los grilletes de oro son mucho peores que los del hierro." Mahatma Gandhi

> "Só quando a última árvore for colocada abaixo, só quando o último rio for envenenado, só quando o último peixe for capturado, só então vocês compreenderão que o dinheiro não presta para se comer e nem beber". Profecia Cree

> Um conto zen anônimo:
- Eu sou um homem muito rico, tenho casa com piscinas.
- Tenho também porcos e galinhas.
- Mas eu, tenho piscinas dentro de casa.
- Eu também... tenho porcos e galinhas dentro de casa.

>@marwilliamson Imagine billions of dollars, and all the power that represents. Now realize, slowly and deeply, that the power within you is more powerful.

Thursday, 16 July 2009

Ganhei!

Wyspianski, 1902Putz, difícil assim de repente escrever sobre um pai. Mas deu vontade. O meu, por exemplo, me ensinou um valor tão precioso e necessário, que aqui estou a compartilhá-lho (aliás, compartilhar é "a" palavra do momento, alvíssaras).
Éramos ainda bem pequenos, eu e meus irmãos, e ele já tinha esse jeito paciente, complacente, calmo.
"Jogava" conosco decerto para dar um refresco à nossa mãe; não é que realmente gostasse de jogar. Hoje até anda meio fanático (como torcedor), mas isso é uma outra história.
Fosse qual fosse o jogo, a frase com que punha fim à partida invariavelmente era: - "Perdi!".
O tom, que só vim a entender um pouquinho depois (mas ainda bem criança), era divertido e leve. Ele parecia contente por ter perdido. E estava. O recado, que não, não aprendi de primeira, nem de segunda, era: isso não é o importante.
Pirralha eu me comprazia com o feito. Tinha ganhado do meu pai! Devia ser muito boa naquilo.
Já um pouco mais tarde me caiu a ficha que ele fazia aquilo tudo de caso (bem) pensado (e por pura generosidade e didatismo): ele nos deixava ganhar todas as vezes. Fácil fácil tornei-me sua "cúmplice" no divertido "jogo" de "dar a vitória" aos menorzinhos.
Ah, pai, e não é que é verdade mesmo? Isso não é o importante. Ganhei isso de você, obrigada!
Vou te contar um segredo: tenho ganhado muito por ter perdido.
"Porque todo aquele que conserva a sua vida para si mesmo, vai perdê-la; e todo aquele que perder a sua vida por Mim, vai achá-la novamente". Mateus, 16

Sunday, 12 July 2009

É muito bom saber, amigo

Roberto Carlos é um cara que vende muitos discos. Erasmo Carlos nem tanto.

Esse frase inicial não tem nenhuma importância. Graças a Deus. O que se vê nesse vídeo é uma demonstração pública e desinteressada de amizade sincera e profunda. Além disso, é um baita exemplo em uma era bobinha, onde as pessoas correm pra dar valor ao que parece ter valor. Ora, o que tem valor de verdade, vamos combinar, não é mensurável, pois quando somos todos iguais e, sim, somos, não existe como e porque competir, comparar; o que existe é harmonia, unidade e amor.

Roberto e Erasmo, adorei, bicho, obrigada... Lindo!

PS Retórico - Não preciso lhe dizer, tudo isso que eu te digo, mas é muito bom saber que eu tenho um grande amigo.

Saturday, 4 July 2009

Womanly

Ando burilando um certa exuberância intermitente, que além de cair bem, me coloca a par do barulho que a chuva grossa faz na mata.

Por ser inconstante, a exuberância, vem em surtos e sem cerimônia instala-se; não tarda os surtos ficam espaçosos, despreguiçosos alongam-se no bote da canícula do verão; assim me tomam por inteira. Peço perdão, ando womanly ultimamente. Os sonhos têm dito assim. Resisto à reforma ortográfica. Nunca vai haver Maicosuéis, Suelens, Tins, Tons e Tais em terras lusófonas?

Os outros - uns gostam, embarcam; outros nem tanto e há ainda aqueles que se espantam. Como eles sou eu, sendo múltlipa até o talo, o gigantismo faz a festa e se multiplica.

Ah, isso então. Me vejo em tudo; estou, nesses momentos, em tudo. Sou tudo. Baita bom.

Disso tudo, sem em nada desprezar o sumo, porém indescritível, cuspo alguns caroços. Um foi sonho: quatros moças prenhas encontram-se em um ponto cardinal de suas barrigas. Cada uma debulha-se em um aspecto de estar prenha. Naturais, possíveis, adoráveis, o quatrilho são aspectos meus? É espelho? É o mundo se renovando? Baita bom.

Outro caroço de fruta. O mar está de um azul produndo, encarneirado por causa do vento forte nesse julho de 2009. Revolto em si mesmo engendra uma multidão de ondinhas brancas que, desafiando a gravidade, buscam as alturas como pirâmides azuis escuras. Nada disso impede, porém, que a onda mais bojuda busque se agigantar e irrompa em direção às franjas de São Conrado rasgando o espaço em fenômeno de interseção de vários elementos. Suas cristas luminescentes e aquosas permitem que o vento as empurre para trás, bem como que o sol do meio-dia ali imiscua-se, iniciando (aonde mesmo?) um arco-íris, que persegue as gotas que o vento carrega na direção contrária. De tirar o fôlego. Baita bom.

Peço perdão, ando womanly ultimamente.

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Vídeo no YT: Time lapse in Rio de Janeiro

Friday, 3 July 2009

A quem pertence?

Saudades da Ilha Grande "Como o budismo pode ajudar as pessoas a lidar com a crise econômica?

A crise é um reflexo de um sistema que seguimos no nosso dia a dia - lidamos como os sintomas, não com as causas. Se a pessoa está com dor de cabeça, toma um remédio. Esquece que não dormiu o bastante ou que tem uma alimentação inadequada. Se há violência na sociedade, as pessoas investem em segurança e fazem vista grossa às desigualdades. Resolve-se o sintoma num ponto, mas rapidamente ele aparece em outro.

A crise surgiu porque o sistema econômico não é sustentável. Não se pode manter um estado de bem-estar e crescimento que depende do sofrimento de outras pessoas - 3 bilhões vivem abaixo do nível de pobreza e 2,5 bilhões são pobres. É um sistema que depende do uso ilimitado de recursos esgotáveis. O bem-estar da sociedade é erroneamente associado ao bem-estar econômico e a avaliação da economia é baseada na estabilidade e poucos países ricos. A crise é consequência do egoísmo, da ganância pelo consumo e de um ponto de referência de sucesso no acúmulo de bens e dinheiro. O colapso do sistema está no início. A solução que está sendo colocada continua olhando apenas o sintoma, não a raiz do problema."

Trecho da entrevista do Lama Michel Rinpoche à Revista Planeta, julho de 2009.

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Recentemente li um interessantíssimo artigo de Lala Deheinzelin sobre a necessidade urgente de mudarmos os índices que mensuram a economia, que andam considerando apenas os "valores tangíveis", quando somos movidos em grau muitas vezes maior por "valores intangíveis" (bem-estar, por exemplo) e que, por não serem "remuneráveis", não são considerados como índices de mensuração da riqueza econômica.

Bem como o recado aí de cima do Lama Michel. É verdade, investimentos em mercados financeiros (especulação, dinheiro que gera mais dinheiro) seriam apenas plausíveis e razoáveis em um planeta onde não houvesse um único ser humano miserável, o que dirá quase que um continente inteiro, como a África.

Outra reflexão que ando fazendo. Parte da mídia tradicional anda se queixando do território livre da internet, onde compartilhamos "suas" notícias sem lhes pagar direito autorais.

Mas, juro, realmente, pra mim é muito difícil "captar" que lógica é essa. Não entendo. A quem pertence o que Lama Michel disse? Apenas a ele mesmo e àqueles que compraram ou emprestaram a revista?

Putz, não, né? Suas palavras representam um bem intangível, um bem comum. Que bom que, graças à internet e às novas mídias, um número maior de pessoas podem ter acesso a elas. (Como seria, por exemplo, se o Lama achasse que a ação transformadora de "sua" sabedoria nas pessoas devesse ser remunerada?)

Mas ainda bem que não, isso não faz sentido algum.

Precisamos repensar a economia.

Monday, 29 June 2009

Nascer do sol em Plutão

Café da manhã em Plutão Foto de Romeo Silva Filho (do blog amigo Tempere com Alegria),
tirada em uma plataforma no Oceano Atlântico
(ah, não vi esse nascer do sol, eu estava em Plutão e o sol brilhava).

Como exemplo de verdade relativa e absoluta, considere o nascer e o pôr-do-sol.
Somente da perspectiva de um observador que esteja na superfície da Terra (ou próximo a ela) é que o sol nasce e se põe.
Distante no espaço, veria que o sol brilha sem parar.
Autor: Eckhart (é claro!) Tolle, em "Um Novo Mundo"

Depois de passar uma noite iluminada junto aos generosos raios do sol, não hesitei em prolongar a viagem e fui tomar café da manhã em Plutão, onde todas as línguas são compreensíveis e diploma não se usa (portanto lobbies de empresas jornalísticas contra a sua obrigatoriedade são inócuos; no espaço todos são possíveis). O cardápio: blueberries (ó, não sei como se diz em português; mirtilo, talvez?) com creme chantilly, croissants quentinhos de brie com um pouco de damasco, suco de abacaxi com hortelã, café pingado do bom, prana à vontade e uma toalha quadriculada branca e vermelha. O cheiro era o da Mata Atlântica e as companhias agradabílissimas. Os meninos de Sigur Rós passaram por nós. Eu os segui e aqui estou, com vocês. Até agora.

Saturday, 20 June 2009

Uma luz visível

An Invisible Light from MUZIEKTELEVISIE.NL on Vimeo.

"Ao erguer os olhos para o céu claro à noite, você pode compreender com a maior facilidade uma verdade que é ao mesmo tempo simples e extraordinariamente profunda. O que é que você vê lá em cima? A Lua, os planetas, as estrelas, a faixa luninosa da Via Láctea, quem sabe um cometa ou até mesmo a vizinha Galáxia de Andrômeda a 2 milhões de anos-luz. Sim, mas simplificando ainda mais, o que você vê? Objetos flutuando no espaço. Então, o que forma o universo? Objetos e espaço.

Se você não fica sem palavras ao voltar seus olhos para o céu numa noite clara, então não o está observando de verdade, não está consciente da totalidade do que há ali. Provavelmente, está focalizando apenas os objetos e talvez tentando nomeá-los. Caso alguma vez você tenha se maravilhado ao olhar para o espaço - e talvez até sentido um profundo respeito diante desse mistério incompreensível -, isso mostra que abandonou por um momento seu desejo de explicar e rotular e se tornou consciente não só dos objetos como da profundidade infinita do espaço em si mesmo. Deve ter permanecido silencioso o bastante em seu interior para notar a vastidão em que esses mundos incontáveis existem. O sentimento de admiração não decorre do fato de que há bilhões de mundos ali, mas da profundidade que contém todos eles.

Não conseguimos ver o espaço, é claro. Também não podemos ouvi-lo, tocá-lo, nem sentir seu gosto e seu cheiro. Então, como somos capazes de saber que ele existe? Essa pergunta aparentemente lógica contém um erro fundamental. A essência do espaço é a imaterialidade, portanto ele não "existe" no sentido convencional da palavra. Apenas as coisas - formas - existem. Até mesmo chamá-lo de espaço pode ser enganador porque, ao nomeá-lo, nós o transformamos num objeto.

Vamos considerar da seguinte maneira: existe algo dentro de nós que tem afinidade com o espaço, e é por isso que somos capazes de ter consciência dele. Consciência dele? Isso não é totalmente verdadeiro também porque, como podemos ter consciência do espaço se não existe nada lá de que possamos ter consciência?

A resposta é ao mesmo tempo simples e profunda. Quando estamos conscientes do espaço, não estamos de fato conscientes de nada, a não ser da consciência em si - do espaço interior da consciência. Por nosso intermédio, o universo vai se tornando consciente de si mesmo!

Quando o olho não econtra nada para ver, essa imaterialidade é entendida como espaço. Quando os ouvidos não encontram nada para escutar, essa imaterialidade é compreendida como silêncio. Quando os sentidos, que existem para perceber a forma, encontram a ausência da forma, a consciência sem forma que está por trás da percepção e torna possível toda percepção, toda experiência, não é mais obscurecida pela forma. Quando contemplamos as profundezas insondáveis do espaço ou escutamos o silêncio nas primeiras horas do dia logo após o nascer do Sol, alguma coisa dentro de nós faz eco a isso como um reconhecimento. Então sentimos a enorme profundidade do espaço como nossa e sabemos que esse precioso silêncio que não tem forma é mais essencialmente nós mesmos do que qualquer das coisas que formam o conteúdo da nossa vida.

Os Upanixades, os antigos textos sagrados da Índia, referem-se a essa mesma verdade com as seguintes palavras:

O que não pode ser visto pelos olhos, mas por meio do qual os olhos podem ver, é unicamente Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram. O que não pode ser escutado pelos ouvidos, mas por meio do qual os ouvidos são capazes de ouvir, é unicamente Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram... Aquilo que não pode ser compreendido pela mente, mas por meio da qual a mente consegue pensar, é conhecido unicamente como Brama, o Espírito, e não o que as pessoas aqui adoram."

Fonte:
Trecho de "Um novo mundo" de Eckhart Tolle, capítulo "No universo exterior assim como no universo interior", Editora Sextante, pág 191.

Esse trecho de Um novo mundo também está disponivel do Scribd