Sunday, 27 March 2011

Patinho feio, sim; cisne negro, não!

Cisne negro e patinho feio O incensado filme "Cisne negro", de Darren Aronofsky, está naquela minha prosaica listinha "não vi e não gostei".

E que tenho eu contra o filme? Tudo. Filosoficamente e metafisicamente o filme não me agrada. Sim, mesmo sem tê-lo visto chego a essa taxativa conclusão ou será autoconhecimento (sem fazer juízo de valor)?

Não gosto de cisnes negros. Gosto de cisnes brancos. Simples assim e deixo logo claro, metaforicamente também.

A troco de que iria ao cinema para ver algo de que eu não gosto, "the horror, the horror"? Que graça há em ver um cisne branco se transformar em cisne negro?

Há quem me diga, mas a vida é assim. Sim, a vida está cheia de situações cisne negro (ou não!) e em algum dado momento temos que lidar com elas. Sim, lidemos, ora, quando e se, vivermos tais situações.

Quando tranportamos situações-limite, sofrimento, adversidades para a telona de tal forma que o enredo nos encaminhe para uma redenção, nos faça alquimizar nossas dores, nos traga um insight, nos mostre a luz que se acende no fim do túnel, então ótimo, me interessa, quero mesmo e muito ou até ver. Caso contrário, pra mim soa e dói apenas como mais um item na coleção cultural e midiática de desgraças a rodo que assolam nossos olhos.

Gosto de uma anedota, atribuída à uma antiga chamada Rádio Relógio, que dizia assim:

"Você sabia, que se você cortar o camaleão ao meio, ele não gosta?" Pim, pim, pim.

Pois é, ele não gosta. Eu tampouco e não vou ao cinema assitir a cenas com camaleões sendo cortados ao meio e não gostando nada, nada disso.


Outro dia, vi em um grande portal a seguinte chamada: "clique aqui e veja a destruição no Japão com zoom".


Eu quero ver o zoom na reconstrução do Japão.

1 comment:

ToniLeo said...

Zoom da reconstrução do Japão!!!!!