Saturday, 13 September 2008

Motorista de táxi do dia 28, obrigada

No dia 28 de agosto desci cheia de sacolas e virei à direita rumo à praia. Estava atrasada, então seria melhor pegar o ônibus que vai pela orla.

Foi bem rápido, não sei bem porque algo me fez olhar para a esquerda. De pé, um motorista de táxi lustrava o seu carro. Sorridente, me acenou. Acho.

Talvez tenha sido uma questão de simpatia, não sei, mas num relance, mudei de idéia e resolvi ir de táxi. Sacolas, pressa, noite de maresia.

Quasei não troquei palavras com ele, um amigo ligou e a conversa foi inesperadamente longa. Na saída, me desejou "saúde e paz", que eu agradeci e retribui.

Apenas quando cheguei ao restaurante é que me dei conta de que havia perdido o celular. Foi tudo tão rápido, que devo ter deixado cair no banco ao sair do táxi e nem percebi. Mas àquela altura o motorista já estava bem distante dali. Ainda voltei com uma amiga e procurei pelo chão cinzento da rua. Tudo tão perto. Tudo tão rápido.

Adoro descer do ônibus quando vou trabalhar e ouvir, não raro, o motorista se despedir com um "vai com Deus". Ah, vou. Ah, vamos.

É uma espécie de namastê tupiniquim.

O fim da história, nem preciso contar, né? É claro que caras que te desejam "saúde e paz" dão um jeito de devolver celulares esquecidos. Ainda que estes tenham senha e suas baterias estejam arriadas.

Olha, eu não fiquei surpresa, não. O que não diminuiu em nada a minha gratidão.

Imagem
"Zigzag e Zebra", acrílico sobre tela de Fernando Mendonça
http://www.jornalpequeno.com.br/2008/5/30/Pagina79634.htm
http://www.ma.gov.br/2008/5/30/Pagina5528.htm

1 comment:

Nando Nazareth said...

good news!

É um banho de esperança ver pessoas como esta documentadas e ilustradas com tanta beleza e em mais de uma língua.

Um grande abraço do

Nando