Wednesday, 25 June 2008

Violinista no metrô

Aprecie a perfomance de um dos maiores violinistas da atualidade, Joshua Bell, tocando em uma estação de metrô de Washington D.C., nos Estados Unidos.

Vestindo jeans, camiseta e boné, Joshua tocou durante 45 minutos para a multidão que passava por ali na hora do rush matinal.

Ninguém sabia que o músico era Joshua, um dos maiores violinistas da atualidade, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam cerca de de 1000 dólares.

Essa foi uma iniciativa do jornal The Washigton Post para lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

Será que alguém reconheceu o músico? Qual foi a reação das pessoas? E por quê?

http://br.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw

1 comment:

Isabella said...

Segue o e-mail original que eu recebi:

"Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô. Vestindo jeans, camiseta e boné (o vídeo tá meio escuro, parece um terno), encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali na hora do rush matinal.
Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas da atualidade, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas apenas quando nos dizem que elas têm valor.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo, sem etiqueta de grife.

Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares, e às quais não damos a menor bola, porque não vêm com a etiqueta de preço.

Que sociedade esta nossa, onde as coisas só são valorizadas se custam caro...

Veja o vídeo:

http://br.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw "